Governo alemão critica retorno de público aos estádios do país

Governo alemão critica retorno de público aos estádios do país

Federação dos Médicos Alemães também se opôs a volta das torcidas para as arquibancadas

AFP

Liga Alemã de Futebol havia estabelecido um retorno parcial dos espectadores no início da próxima temporada

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O ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, criticou o retorno dos torcedores aos estádios de futebol do país, chamando essa possibilidade de "mau sinal", enquanto a Alemanha sofre um ressurgimento da pandemia do coronavírus. "Milhares de torcedores nos estádios, isso não acompanha a evolução atual", afimou Jens Spahn.

A Liga Alemã de Futebol havia estabelecido um retorno parcial dos espectadores no início da próxima temporada do Campeonato Alemão (Bundesliga). As autoridades de saúde alemãs não priorizam o retorno do público aos estádios de futebol e parecem relutantes em validar o protocolo de saúde proposto para esse fim pela Liga Alemã de Futebol (DFL).

"Não planejamos nos pronunciar sobre o protocolo de saúde da DFL", disse o presidente da conferência dos ministros regionais da saúde, Dilek Kalayci, ao jornal Berliner Morgenpost na segunda-feira, acrescentando que "o futebol profissional não está no topo da lista de prioridades dos Ministros da Saúde."

Na Alemanha, os Länder (estados regionais) são responsáveis pelas medidas preventivas contra o novo coronavírus. Os ministros da saúde devem se reunir nesta segunda-feira para fazer um balanço da progressão da pandemia.

No início de agosto, os 36 clubes profissionais alemães da primeira e segunda divisões chegaram a um acordo sobre um modelo proposto pela DFL para permitir que os torcedores voltem aos estádios em meados de setembro.

Entre as medidas propostas estavam a proibição de lugares para ficar em pé, a venda de bebidas alcoólicas nas arenas até outubro e a realização de jogos com torcida única até o final do ano. Para Kalayci, está claro que "ninguém pode descartar ou controlar grandes multidões e o consumo de álcool antes e depois dos jogos".

A Federação dos Médicos Alemães também se opôs ao retorno dos torcedores aos estádios. "O perigo de um contágio em massa seria real", assegurou a presidente da entidade, Susanne Johna, ao jornal Neue Osnabrücker Zeitung.

No início da primavera (no hemisfério Norte), as autoridades regionais adotaram um protocolo de higiene e segurança elaborado pela DFL e pela Federação Alemã de Futebol (DFB) para a realização dos jogos à porta fechada. A medida funcionou perfeitamente e serviu de modelo para toda a Europa.


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