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Governo do Gabão suspende seleção e afasta Aubameyang após fracasso na Copa Africana

Equipe encerrou sua participação ainda na fase de grupos, com três derrotas em três partidas

Eliminação precoce do Gabão na Copa Africana de Nações provocou uma reação dura do governo do país
Eliminação precoce do Gabão na Copa Africana de Nações provocou uma reação dura do governo do país Foto : KHALED DESOUKI / AFP

A eliminação precoce do Gabão na Copa Africana de Nações provocou uma reação dura do governo do país, que decidiu suspender a seleção nacional por tempo indeterminado, demitir toda a comissão técnica e afastar dois dos principais nomes do elenco: o atacante Pierre-Emerick Aubameyang e o zagueiro Bruno Ecuele Manga. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira pelo ministro interino do Esporte e da Juventude, Simplice Désiré Mamboula, após a campanha sem vitórias no torneio continental.

O Gabão encerrou sua participação ainda na fase de grupos, com três derrotas em três partidas, sem somar pontos. Segundo o governo, o desempenho da equipe ficou muito aquém das expectativas e expôs problemas estruturais no comando do futebol nacional. Além da paralisação das atividades da seleção, foi determinada a dissolução imediata da comissão técnica, em uma tentativa de reavaliar os rumos do projeto esportivo do país.

O afastamento de Aubameyang, principal referência técnica e maior nome da história do futebol gabonês, chamou atenção. Aos 36 anos, o atacante do Olympique de Marselha participou de apenas dois jogos na competição e marcou um gol. O zagueiro Bruno Ecuele Manga, que também atuou nas duas primeiras partidas, perdeu a braçadeira de capitão durante o torneio.

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A crise ganhou contornos políticos após manifestações do presidente do Gabão, Brice Oligui, que criticou publicamente a condução do futebol no país. Para o chefe de Estado, a eliminação refletiu 'falta de método' e uma gestão marcada pela dispersão de recursos, além do que classificou como enfraquecimento do compromisso institucional com a seleção.

Aubameyang deixou a concentração antes da última rodada da fase de grupos e retornou à França. Em manifestação nas redes sociais, o atacante reagiu às críticas e afirmou que os problemas da equipe vão além de sua presença. O governo, no entanto, manteve a decisão de afastá-lo, sinalizando uma ruptura profunda no comando do futebol gabonês após o fracasso no torneio continental.