No início da semana, Cabral já havia suspendido também a demolição do Parque Aquático Júlio de Lamare. Nestes espaços, seriam erguidos edifícios-garagem, restaurantes, lojas e um museu do futebol. Em entrevista coletiva concedida no Palácio Guanabara, Borba despistou: “Com a permanência dos dois equipamentos, o plano fica prejudicado. Não tenho a menor ideia sobre o que vai acontecer”.
Nos próximos dias, o grupo que administra o Maracanã vai refazer o plano de negócios. A ideia é que os acionistas tenham um panorama atualizado com a nova perspectiva de lucros. Uma palavra final deve sair em até 20 dias. O contrato celebrado entre as partes prevê a possibilidade da rescisão contratual e anulação do acordo. Há ainda uma cláusula que fala sobre a retomada da administração do Maracanã por parte do poder público. Neste caso, está previsto o pagamento de indenização.
O trato firmado previa gastos de R$ 594 milhões em obras determinadas pelo Estado do Rio de Janeiro. Dentre elas, a construção de novos centros de atletismo e natação, além de uma escola e um presídio.
Fluminense não se preocupa por enquanto
A possível ruptura do contrato ainda não preocupa o Fluminense, ao menos oficialmente. Em nota divulgada pela assessoria de imprensa da instituição, o clube revelou que ainda não foi comunicado sobre a possibilidade e lembrou que tem garantias no contrato em relação à questão.
"Em relação às notícias sobre o possível cancelamento da concessão do Maracanã, o Fluminense Football Club esclarece que, até o momento, não recebeu nenhuma posição oficial do Complexo Maracanã Entretenimento S.A. O clube entende que o contrato estabelecido com o consórcio é seguro, tem garantias e, por este motivo, seguirá seu planejamento normalmente. Passado hipótese, o Fluminense Football Club pode se pronunciar sobre o caso."