No Beira-Rio, há um clima de tranquilidade com doses generosas de angústia. Acredita-se no profissionalismo dos jogadores gremistas, que ainda tem objetivos a serem conquistados no Campeonato Brasileiro, mas a preocupação permanece. O tema "lesões" é frequente no vestiário vermelho nessas semanas que antecedem a viagem para os Emirados Árabes Unidos.
"Trata-se de um clássico, um jogo importante sempre, independentemente da situação dos dois clubes. Vamos entrar para ganhar. Temos de lutar, pois essa é a nossa obrigação profissional. Temos de ter cuidado, mas não podemos deixar de fazer as coisas", enfatiza Celso Roth, que prossegue: "É impossível entrar na cabeça do jogador e dizer ''não divide, pois tem mundial em dezembro''. Não dá, é impossível. O Gre-Nal terá a rispidez normal que sempre teve. Pelo menos eu espero que seja assim", finaliza.
Se depender dos profissionais do Grêmio, será desta maneira. "Jogador meu não vai dar pontapé e não vai humilhar adversário nenhum porque eu não vou deixar. Dar pontapé é coisa de quem não se garante. E outra, é orientação minha fazer falta somente em último caso", revela o técnico gremista, que coloca o camisa 10 colorado entre os cinco craques do campeonato ao lado de Montillo, Conca, Jonas e Douglas, do Grêmio. Domingo, quem terá a tarefa de marcar D''Ale é o volante/zagueiro Vilson.
"Sou um jogador leal e busco o desarme sem falta. É a minha maneira de atuar. O D''Alessandro é um jogador técnico, rápido e inteligente. Não se pode dar liberdade para um cara assim", afirma o camisa 5 gremista.