Devido à comoção causada pela tragédia com a queda da aeronave que transportava a delegação da Chapecoense, o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior, afirmou nesta terça-feira que o clube gaúcho não irá opor se a CBF decidir adiar a decisão da Copa do Brasil com o Atlético-MG.
"Vamos observar as definições da CBF neste momento. O Grêmio se sente consternado agora e o que for definido por lá será acatado aqui. Não teríamos o que objetar. O clube não vai solicitar nada e também não vai contrapor. A situação tem de ser examinada pelo bom senso", disse em entrevista à Rádio Guaíba.
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Bolzan afirmou que ficou sabendo do acidente por volta das 5h, quando ligou a televisão. "Estou acompanhando desde cedo. É uma coisa lamentável. Futebol tem disso porque os clubes estão em todos os lugares. A Chapecoense era muita ligada ao Grêmio. Seu presidente era muito companheiro, tínhamos muitos conceitos em comum. Estamos vivendo uma comoção nacional", acrescentou.
O mandatário gremista lembrou que muitos integrantes da delegação da Chapecoense tinham ligação com o Grêmio. "Há muitas pessoas ali ligadas a nós, como o Mário Sérgio, Dener, Matheus Biteco, Caio Júnior e Anderson Paixão. São pessoas que tinham vínculos conosco. E o clube tinha muitos gaúchos na sua diretoria. Não posso dizer que conheço todos, mas muitas pessoas ali tinham relações com o Rio Grande do Sul, o que para nós deixa a tragédia ainda mais forte", observou Bolzan.
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