Vicente Martins avaliou que o treinador colocou no campo o que a direção lhe proporcionou de melhor, dados os problemas com lesões e a espera por peças de reposição a jogadores negociados no primeiro semestre. “A crítica deve ser endereçada ao vice de futebol”, enfatizou o dirigente, antes de garantir que a ausência de Borges é uma definição da diretoria, sem mencionar qualquer problema com o jogador, como insinuado por Renato.
O empresário do centroavante anunciou às 22h50min de domingo, no seu Twitter, que irá viajar a Porto Alegre nesta segunda para uma reunião com a diretoria. Sem dar maiores detalhes, Márcio Rivellino definiu a Capital como seu roteiro de início de semana, no encontro que provavelmente definirá a saída do jogador para o Santos.
“O Borges está em um processo de negociação e a responsabilidade é nossa de não colocar o jogador na partida”, ponderou o diretor de futebol. “É uma decisão que a imprensa e o torcedor podem criticar, mas nós entendemos que o jogador e o clube devem ser preservados neste processo e decidimos que ele não ficaria à disposição na partida, pois a negociação poderia prejudicar sua atuação”, justificou Vicente Martins.
Sobre as manifestações pedindo a queda de Odone, o vice de futebol contemporizou. “Quero deixar bem claro ao torcedor que nosso sentimento de tristeza é evidente, nós não contávamos com esta derrota na estreia”, lamentou Vicente Martins, reforçando que o Tricolor gaúcho não pode ter um papel de coadjuvante no segundo semestre. “O Grêmio tem a pretensão de ser campeão brasileiro”, frisou.
“Acho que a manifestação do torcedor sempre tem que ser ouvida pela diretoria. Ninguém gosta de receber uma manifestação deste tipo, mas a gente tem que encarar com normalidade e democraticamente”, analisou. “Eu entendo e o que estou repetindo é que o torcedor pode ficar tranqüilo que estamos ouvindo a sua manifestação dele. Temos que receber isso e trabalhar para tentar reverter e devolver para a torcida os reforços que ela está pedindo.”