Emocionado com a costura contratual realizada por ele com a construtora, Koff lembrou da conquista do Mundial Interclubes em 1983, sob sua primeira gestão no clube. “A emoção que senti com a aprovação do contrato foi a mesma que senti em 1983. Chegaremos sim a trazer para a Arena a alma e a vida que o Olímpico proporcionou", discursou.
A troca de chaves entre o Grêmio e a OAS deve ocorrer num prazo de 90 dias, sendo renováveis por mais 90, caso haja necessidade de melhorias na Arena. A implosão do estádio Olímpico está prevista para ocorrer em outubro, mas também pode ser adiada. O presidente Koff contou que duas empresas já se ofereceram para alugar o nome do estádio do Grêmio, os chamados naming rights.
Redução da Cessão Onerosa
Foram 14 pontos modificados no contrato e especificados até onde a confidencialidade da relação de parceria entre clube e empresa permite. O principal foi a diminuição na chamada Cessão Onerosa, que era o repasse anual do clube para os sócios ter presença ao quarto anel. Segundo o mandatário gremista, o clube passa a ser dono do quarto anel. Além disso, a OAS ajudará em alguns pontos, como a conclusão do Memorial e investimentos no Centro de Treinamento de Eldorado do Sul. Em contrapartida, o Grêmio passa a ter participação e responsabilidade em caso de prejuízo, desde que oito vezes o repasse mensal recebido pelo clube - algo em torno de R$ 6 milhões.
Segundo o representante da OAS, a empresa entendeu que a situação anterior não era possível de ser mantida. A intenção do negócio foi diminuir o cinto neste momento para o Grêmio e depois buscar novas receitas para que ambos lucrem mais. A convicção é que a diferença de valores será superada com os novos negócios. "Começou com o entendimento o que era possível da diminuição da Cessão Onerosa, sem comprometer. O objetivo é reduzir o compromisso do clube em um determinado momento e buscar novas receitas para cobrir isso", afirmou Barreto.
Principal ponto discutido, o repasse anual do Grêmio pelo quarto anel passa de R$ 42 milhões para R$ 12 milhões em um primeiro momento. No próximo ano, R$ 15 milhões, com R$ 18 milhões a partir do terceiro ano. O colunista do Correio do Povo Hiltor Mombach teve acesso aos dados apresentados por uma consultoria ao Conselho Deliberativo (CD) sobre as modificações no vículo do clube com a empresa. Confira o documento na íntegra.
* Com informações da Agência Lancepress