"Estou sendo quase que um terceiro homem no meio campo, quando a gente (ele, Rochemback e Lúcio) faz o losango", analisa Adilson. "Onde eu me sinto mais a vontade é ali com dois volantes, atuando de frente para o adversário. Mas o Renato tem me dado um pouco mais de liberdade e eu tenho muito ainda a melhorar neste sentido", reconhece o jogador.
De acordo com Adilson, o fato de a torcida e do próprio treinador apostarem nas suas capacidades de desarme e marcação prejudica um pouco as suas chegadas na frente. "Mas as oportunidades aparecem, como no último jogo, em que pude chutar duas ou três bolas em gol e me aproximar da área", comenta o volante.
"Só que tem uma expectativa maior defensiva e chego um pouco desgastado lá na frente", avalia o jogador. "O tempo é curto e eu gostaria de trabalhar mais em chutes a gol e cabeceio, mas tem sido difícil", salienta Adilson. "Não é que a visão defensiva me atrapalhe, mas é um 'problema' por ser muito solidário e querer ajudar, cobrindo todo mundo. Mas estou conseguindo me adaptar, o Rochemback tem me protegido bem."
Adilson quer ser uma arma para os jogos mais difíceis que o Grêmio enfrentará nas finais da Libertadores, mas ele revela uma preocupação maior com os times argentinos. "Jogar na Argentina é sempre muito difícil, pelo contexto todo", admite o volante. "Mas não quero citar equipe nenhuma, pois todas vão ser difíceis. A gente está numa chave que todos diziam ser muito fácil, mas pela nossa tradição as equipes vêm com mais afinco."