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"Adotei uma postura diferente da do Grêmio", afirma presidente do Flamengo

Patrícia Amorim credita sucesso no caso Ronaldinho à parceria com a Traffic e ao apelo popular do clube

Adotei uma postura diferente da do Grêmio, afirma presidente do Flamengo
Adotei uma postura diferente da do Grêmio, afirma presidente do Flamengo Foto : Alexandre Vidal/Vipcomm
Em entrevista à Rádio Guaíba, a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, afirmou nesta sexta-feira que o time carioca "venceu" as negociações por Ronaldinho após adotar uma forma diferente de negociar com irmão do jogador, Assis, e o dirigente do Milan, Adriano Galliani. "Eu adotei uma postura diferente da do Grêmio, escolhi o silêncio. Algumas informações não batiam, como o de esperarem o Ronaldo em Porto Alegre e ele estava no Rio, mas eu mantive a tranquilidade", destacou Patrícia.

Ela reconheceu que a Traffic teve participação importante para possibilitar a contratação, ao entrar com as garantias para firmar o negócio, mas argumentou que mesmo sem a parceria poderia efetuar a contratação. "Poderia encontrar outra forma de confirmar a negociação, pois o Flamengo tem um apelo popular e também uma força na venda de produtos licenciados. A Traffic observou essa grandeza, essa oportunidade", avaliou a presidente.

"Na verdade, a gente vinha conversando desde junho e conseguimos formatar uma proposta de marketing esportivo e que era atraente para ele. Conduzimos o processo de uma forma muito discreta e respeitando os outros clubes", enfatizou Patrícia. "Se teve algum tipo de leilão, as propostas se equiparavam. Jogador deste tamanho escolhe para onde quer ir, não é um pouco a mais que vai decidir. Mas não considero que venci o Grêmio, o Palmeiras ou o Corinthians, eu digo 'vencemos", pois conseguimos fechar a contratação", analisou a dirigente.

Questionada sobre as críticas de Grêmio e Palmeiras, quanto ao modo de negociar de Assis, Patrícia ponderou que os que trabalham com futebol não podem transferir a responsabilidade por falhas para outras pessoas. "A primeira condição para o êxito é que eu fazia pessoalmente as tratativas, não deleguei a ninguém. A outra situação foi perceber a indicação do caminho, pois ele (Assis) falava: 'Conversa com o Milan, com o Galliani'. E nós mergulhamos no Milan", argumentou. "Eu acredito que é muito fácil falar que houve um leilão. Leilão ocorre em todas as negociações do futebol. Não adianta ficar transferindo para um ou para outro."

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