Ela reconheceu que a Traffic teve participação importante para possibilitar a contratação, ao entrar com as garantias para firmar o negócio, mas argumentou que mesmo sem a parceria poderia efetuar a contratação. "Poderia encontrar outra forma de confirmar a negociação, pois o Flamengo tem um apelo popular e também uma força na venda de produtos licenciados. A Traffic observou essa grandeza, essa oportunidade", avaliou a presidente.
"Na verdade, a gente vinha conversando desde junho e conseguimos formatar uma proposta de marketing esportivo e que era atraente para ele. Conduzimos o processo de uma forma muito discreta e respeitando os outros clubes", enfatizou Patrícia. "Se teve algum tipo de leilão, as propostas se equiparavam. Jogador deste tamanho escolhe para onde quer ir, não é um pouco a mais que vai decidir. Mas não considero que venci o Grêmio, o Palmeiras ou o Corinthians, eu digo 'vencemos", pois conseguimos fechar a contratação", analisou a dirigente.
Questionada sobre as críticas de Grêmio e Palmeiras, quanto ao modo de negociar de Assis, Patrícia ponderou que os que trabalham com futebol não podem transferir a responsabilidade por falhas para outras pessoas. "A primeira condição para o êxito é que eu fazia pessoalmente as tratativas, não deleguei a ninguém. A outra situação foi perceber a indicação do caminho, pois ele (Assis) falava: 'Conversa com o Milan, com o Galliani'. E nós mergulhamos no Milan", argumentou. "Eu acredito que é muito fácil falar que houve um leilão. Leilão ocorre em todas as negociações do futebol. Não adianta ficar transferindo para um ou para outro."