Grêmio

''Ainda estou fora da realidade'', diz Neuton

Zagueiro do Grêmio foi o destaque no Gre-Nal do último domingo

Destaque do Gre-Nal será titular no Maracanã
Destaque do Gre-Nal será titular no Maracanã Foto : Cristiano Estrela
Terminado o Gre-Nal, o zagueiro Neuton, um dos destaques da partida, antecipou-se em dizer que a emoção era tamanha que apenas no dia seguinte ele teria uma noção do que viveu no estádio Beira-Rio. Uma noite de sono não foi suficiente. "Nem liguei meu celular ainda, então não tenho a ideia da repercussão. Ainda estou fora da realidade", disse ele ontem à tarde, no estádio Olímpico.

Bem articulado, o jogador fez questão de a cada resposta dividir os méritos da atuação com os colegas de equipe e a comissão técnica. "O Silas e os jogadores me deram força e passaram tranquilidade. O Rodrigo me cobrava na hora certa, mas também me apoiava na hora certa", diz.

Vencido o desafio de resistir ao nervosismo de uma estreia nos profissionais justamente em um clássico Gre-Nal, ainda mais na casa do adversário, agora as atenções de Neuton estão voltadas para o mais famoso estádio do país. Na quinta-feira, o garoto de 20 anos será novamente titular, mais uma vez em uma partida decisiva, agora contra o Fluminense, no Maracanã, pela Copa do Brasil. "O Silas já nos passou que o importante é focar na partida e esquecer todo o resto", revela Neuton.

Se a escolha pelo atleta para a lateral-esquerda surpreendeu muitos às vésperas do clássico, há pelo menos uma justificativa bem razoável, além da maior estatura em relação a Bruno Collaço. Quando contratado para atuar nas categorias de base do Grêmio, Neuton veio como lateral-esquerdo do Ypiranga, de Erechim. "Ele começou comigo como meia de ligação e depois passei ele para a lateral-esquerda. Em 2006, contra uma seleção de Tapejara, quando ganhamos de 5 a 0, o Neuton fixou-se como lateral e nunca mais perdeu a posição", afirma Paulo Poletto, primeiro técnico do hoje zagueiro do Grêmio.

Depois do Beira-Rio e do Maracanã, Neuton espera no domingo viver a maior emoção até agora na carreira. "É o sonho de qualquer menino jogar um Gre-Nal. Se já estava fora de mim no Beira-Rio, imagina aqui no Olímpico", adianta o garoto. A mãe, Ivete Piccolli, confirma que a vontade de vestir a camisa tricolor vem desde pequeno. "O pai dele (Neuton Luiz Piccoli) era doente pelo Grêmio. Ele sempre me dizia: ''O meu sonho é ver meu filho um dia jogando no Grêmio'', afirma a mãe.

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