Saimon e Neuton se conhecem há dez anos. Jogavam futsal na Sercesa, em Carazinho, e depois passaram a estudar na mesma escola, Medianeira, em Erechim. Em 2007, surgiu a oportunidade de atuarem pelas categorias de base do Grêmio.
"Cheguei alguns dias antes e fiquei com medo. Era a primeira vez que saía da minha cidade e acabei ficando poucas horas aqui. Fugi à la Mário Fernandes. Quando vi que o Saimon também vinha, fiquei mais tranquilo e acabei retornando para o clube", brinca Neuton.
O acréscimo de Mário à "família" ocorreu principalmente após a sua fuga, em março de 2009. O zagueiro encontrou na dupla um aporte para permanecer no Rio Grande do Sul. Agregaram-se também outros jovens, como Mithyuê. O grupo faz praticamente tudo junto. Idas ao shopping, saídas para jantar e claro que não poderiam faltar as partidas de videogame. Amizade fora de campo que acaba ajudando os jogadores dentro dele.
"Estamos sempre juntos e isso gera um entrosamento. Essa amizade acaba sendo fundamental no nosso trabalho. Você se sente à vontade para cobrar. Sempre estamos nos ajudando", destaca Saimon. "No olhar, a gente sabe aonde o outro vai estar", acrescenta Neuton.
A dupla espelha-se em atletas consagrados no futebol europeu. Saimon, de cara, aponta John Terry, zagueiro e capitão do Chelsea, como um exemplo a ser seguido em campo. Neuton aposta em fazer carreira na lateral esquerda e teve um pouco mais de dificuldade para citar apenas um nome. Acabou lembrando do francês Gallas, atualmente no Tottenham, e que também já atuou em diversas posições do sistema defensivo.
Contra o São Paulo, no Morumbi, pode ser o teste definitivo para essa defesa formada por jogadores jovens. Só que há um "intruso" querendo um lugar de volta no time titular. Gabriel já vem treinando normalmente desde a semana passada e só não começou no domingo por ainda não estar 100%. O lateral ficará à disposição para o próximo final de semana.
