"Por tudo que eu conquistei e pela relação com a torcida, claro que se me ligassem, na hora eu acertaria. Mas é meu empresário que tem que resolver isso. Prioridade, todos têm. Tenho carinho especial pelo Grêmio como por outros clubes, mas não descarto nenhum clube. Quando eu saí do Brasil e vim para cá, tive sondagens. Mas é esperar as propostas para sentar e resolver. Tem clubes que precisam de jogadores com as minhas características", comentou.
A rotina de André Lima na China não era fácil. Como os estrangeiros não podem ter carros, o jogador era obrigado a ir aos treinamentos em uma motocicleta. Agora, decidido a sair do clube, ele espera que o empresário Eduardo Uram defina os detalhes da rescisão de contrato. A relação com o novo técnico do Grêmio Renato Portaluppi é boa. Com ele, André Lima viveu a melhor fase em Porto Alegre, ao formar o ataque com Jonas, atualmente no Valencia.
"Tivemos aquela arrancada maravilhosa em 2010. Admiro e respeito muito ele. Uma coisa que o presidente Koff falou para mim quando saí é que as portas estariam sempre abertas. Mas não quero forçar nada", finalizou André Lima.
Sem homem de área
Nos primeiros quatro jogos, André Lima fez dois gols pelo clube. Poderia ter ganho moral com o treinador, mas foi deixado de lado. O próprio comandante deixou claro que não queria usar um atleta fixo na área. Além disso, André relata que estava jogando longe da área, quase como meia. No total, tem 14 jogos pelo clube chinês.
"Minha decisão está tomada, até porque tive problemas quando cheguei. Empresários tentando atrapalhar a negociação. Fiquei uma semana parado até treinar com o pessoal. E o treinador me colocar pra jogar quatro vezes, fiz dois gols e depois ele disse que não trabalharia com homem de área", recordou André Lima.