"Vou encontrar dificuldades financeiras que não são pequenas, são sérias. Mas nada que a massa gremista não supere, os sinais que tem vindo dos céus são bons", analisou Odone. "Na outra vez pegamos o Grêmio com dificuldades financeiras quase insuperáveis, praticamente em falência, na Série B, e com meia dúzia de jogadores", comentou o dirigente.
No discurso de entrega do cargo, Duda Kroeff apoiou Odone e cutucou o rival, ao dizer que, se o Grêmio for para o Mundial em 2011, "não será para fazer fiasco". O ex-presidente Fábio Koff também se pronunciou e afirmou ao presidente gremista que pode contar com ele para qualquer coisa que ajude o clube, a qualquer momento.
Ele reconheceu que a gestão Duda deixa uma herança mais administrável, contudo. "Agora pego o time como deixei há dois anos, na Libertadores. Claro que com dificuldades e maior cobrança da torcida", salientou o presidente. "(A pressão) aumentou com o fracasso do nosso principal rival. O torcedor está cobrando, quer ganhar o Gre-Nal da Libertadores, quer ser campeão de tudo. Lá na frente a gente vai ter que concretizar isso."
Apesar de garantir empenho por títulos, Odone alertou que a contribuição da torcida será essencial para sustentar a temporada do Tricolor gaúcho. "O torcedor vai responder nossos apelos e vamos superar as dificuldades. Tem buscar fontes de receita em tudo. E o gremista sabe que a gente vai ter que ter o retorno dele", avaliou o dirigente. "Apostamos que ele vai cobrir isso (investimento forte no futebol). Vamos ter criatividade e criar oportunidades para todo tipo de torcedor, não só o sócio, dar seu combustível para um time reforçado e competitivo na Libertadores."