Em seguida, o comissário de polícia Lindomar Souza afirmou que o depoimento de Rysdyk foi "muito bom", apesar de não ter dado os nomes dos principais suspeitos envolvidos no caso de racismo. "Ele confirmou a presença no dia do incidente, mas garantiu que não proferiu ofensas contra o goleiro Aranha. Ele colaborou no sentido de identificar algumas pessoas que estavam lá. Alguns ele conhece apenas de vista e não sabe o nome", explicou.
Souza relatou que, segundo Rysdyk, os cânticos com a palavra "macaco" são entoados há 20 anos pela torcida do Grêmio. O líder da Geral, porém, alegou que as músicas não têm conotação racial. A 4ª Delegacia de Polícia Civil ainda irá ouvir hoje mais duas pessoas que devem prestar depoimento apenas como testemunhas. Conforme o comissário Souza, não é possível dizer quantos torcedores serão intimados a depor.
Negativa nos primeiros depoimentos
Os primeiros dois torcedores gremistas intimados a depor no caso de racismo envolvendo o goleiro Aranha negaram que tenham ofendido o jogador do Santos durante a partida contra o Grêmio, válida pela Copa do Brasil. Tiago de Oliveira, de 23 anos, e Rodrigo Rychter, de 19, se apresentaram nessa terça-feira.
O último a depor foi Rychter, que admitiu estar no setor chamado de Geral na Arena. No entanto, o jovem afirmou que não ofendeu Aranha durante o jogo da última quinta-feira. Ele não quis dar entrevistas, mas admitiu informalmente que estava nas imagens captadas pelas câmeras do estádio.
Já Tiago de Oliveira afirmou que não estava entre as pessoas que ofenderam o jogador do Santos. "Não era eu que estava lá. A pessoa da imagem era muito parecida comigo. Eu estava assistindo à partida, mas do outro lado da Arena. Estava sentado no quarto andar. Não pude ajudar a polícia porque não conheço ninguém que aparece nas imagens e não sei quem frequenta a Geral", disse ao atender os jornalistas.