"Ninguém vai falar hoje. Foi um pedido meu", afirmou o técnico aos jornalistas, explicando que não quer que frases mal interpretadas possam atrapalhar o grupo na antevéspera da estreia na pré-Libertadores. "Nós não podemos nos descuidar." Nesta segunda, já após a confirmação da transferência de Jonas ao Valência, da Espanha, Renato testou uma nova formação no Grêmio, o 3-6-1, utilizando apenas André Lima no setor ofensivo. Lesionado, Borges não enfrenta o time uruguaio. "Na minha cabeça não tenho dúvida nenhuma quanto a esquema e os jogadores que vão começar."
Sem poder contar com o principal atacante da última temporada, o técnico cobrou reforços, mesmo sem criticar abertamente a direção. "Vamos sentir bastante falta do Jonas, mas a vida segue. Tem todo o sofrimento do nosso torcedor, mas ele precisa estar do nosso lado dando força. Ele pode confiar que eu sempre vou fazer o melhor para o Grêmio. Agora é procurar dentro do possível para reforçar o grupo e ganhar a Libertadores", disse Renato. O treinador não citou nomes que gostaria como reforços, justificando que complicaria uma eventual negociação: "A partir de que os nomes saem para rua, começa o leilão".
Jonas conversou com Renato no domingo
Renato comentou a transferência de Jonas. Ele revelou que o atacante o procurou no domingo no hotel para conversar: "Nesse momento, já senti o drama", admitiu. "Perguntei se não teria alternativa. Mas ele me disse da cláusula esta e que a proposta do clube espanhol tornava impossível permanecer no time", revelou. "Por um lado eu fico triste, mas por outro eu tenho que entender o lado do jogador", continuou. "Jonas deixou o hotel com lágrimas nos olhos."
A cláusula referida por Renato foi a que liberou Jonas para o Valência por 1,25 milhão de euros – valor considerado "extremamente baixo" pelo vice de futebol, Antônio Vicente Martins. "Eu já sabia dessa cláusula. Havia essa preocupação de renovar e era isso que a gente queria", lamentou. "Não acontece apenas no Grêmio."