Kléber relatou que retornou ao Brasil com costumes que não eram adequados para o futebol brasileiro. "O jogo na Ucrânia é muito brigado e eu não tomava cartões por reclamação. Depois disso, cheguei ao Palmeiras e o problema era de temperamento. Eu não aturava as provocações dos adversários", comentou.
O gênio indócil ajudou para que Kléber tivesse um desentendimento com Luiz Felipe Scolari, um dos fatores que provocaram a sua saída do Palmeiras. Apesar de comemorar a mudança de personalidade, o atacante admite que voltaria a discutir com Felipão caso as declarações do técnico se repetissem. "Eu repetiria essa discussão porque nunca concordei e não concordo com as palavras que ele colocava sobre a equipe. Ele dizia que não conseguia fazer uma salada boa com as frutas podres que existiam no Palmeiras", frisou.
Segundo Kléber, a mesma atitude de Felipão não se repete com Luxemburgo. "O Vanderlei cansou de me descascar no vestiário, mas na coletiva ele me protegia. Isso eu não senti com o Luiz Felipe", resumiu.
Time coeso e convicção
Os elogios a Luxemburgo seguem com Kléber citando a "família" que ele construiu no Palmeiras. "Ele está fazendo o mesmo aqui no Grêmio e tem tudo para dar certo", disse.
O Gladiador garante que sempre teve convicção de que o Grêmio estaria na disputada do título do Campeonato Brasileiro. "Mesmo nos piores momentos, quando o Caio Júnior saiu, eu acreditava que nós poderíamos ir longe e brigar pelas primeiras posições. O Gre-Nal do Beira-Rio também fez parte disso e foi um momento complicado para nós. Apesar disso, vencemos o clássico", lembrou.
A partir da próxima semana, o Grêmio terá pela frente a Copa Sul-Americana. Para Kléber, não há motivos para priorizar apenas uma competição. "Podemos avançar na Sul-Americana e ir jogando o Brasileirão", resumiu.
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