Causou estranheza como um sistema dos mais modernos de drenagem existentes no mundo - a vácuo, como é indicado pela Fifa para as regiões onde a precipitação de água é muito alta - possibilitou o acúmulo de poças. O diretor executivo Rui Costa encontrou-se na segunda-feira com o presidente interino da gestora da Arena, Felippe Padovani, para tratar do assunto.
"Ele explicou que o sistema de drenagem é automatizado e tem uma regulação com base na quantidade de chuva do período. Como choveu muito e de forma muito rápida, houve rapidamente o acúmulo de água no gramado", destacou o dirigente, que garantiu que o problema já está sanado para as próximas partidas. "Estava definido para suportar uma quantidade média de chuva e partir de agora já está programado para uma chuva forte", completou.
O acúmulo de água recebeu críticas dos atletas depois do jogo. Evitou-se colocar a culpa no resultado neste problema, porém internamente foi apontado como um agravante para a derrota. Barcos até citou ontem o excesso de água como um dos motivos por Vargas ter perdido o gol. “Na fase final estava bem complicado de jogar. Se o campo estivesse em condições normais, o Vargas poderia fazer o gol. Com a velocidade dele, daria até para driblar o goleiro”, disse o argentino.
Elogios durante construção
O sistema de drenagem da Arena sempre foi muito exaltado durante a sua construção. Os canos ficam instalados a 50 cm do solo, cobertos por uma lona plástica e uma cama de brita, e não servem apenas para escoar a água da chuva. O sistema é utilizado também para a ventilação da grama.