Segundo ele, a liberação do novo estádio para eventos esportivos, com o atual plano de segurança, foi dada com a garantia de que todos os torcedores estejam sentados. "Nos apresentaram um plano com 100% de cadeiras e agora o Grêmio vem dizer que os bombeiros estão impedindo a avalanche?", questionou o comandante.
"Precisa ser feita uma análise disso, pois se for retroceder na legislação, as exigências estruturais serão muito maiores", alertou Krukoski. "Terão de construir mais escadas, mais rampas e túneis, além de sistemas contra incêndio e de fuga como se fosse um hotel ou shopping center, mais complexo", explicou o chefe da corporação.
Ele salientou, também, que os bombeiros nunca foram procurados pelo clube para discutir questões como essa. "Nosso relacionamento desde o começo é com a construtora OAS e o pessoal da Arena", disse. "Em momento algum tivemos debate com o Grêmio", enfatizou Krukoski.
"Além disso, o início da obra foi feito à revelia do Corpo de Bombeiros", acrescentou o comandante. "Quando a gente percebeu que estavam levantando um estádio magnífico sem plano de prevenção de incêndios, notificamos para que fosse apresentado", frisou. "Já neste primeiro processo foi pedido o atendimento da instrução técnica 12 dos Bombeiros de São Paulo, que define que o estádio seria contemplado com 100% de assentos", acrescentou.