“O Grêmio desde o início tem se manifestado no sentido de repudiar qualquer generalização porque acreditamos que um grupo de três ou quatro torcedores não seja representativo de todos os torcedores que estavam no estádio. Da mesma forma, não entendemos que as postagens de um auditor significam que todo o STJD seja um órgão racista. Essas postagens estão sendo apuradas e acredito que vai se poder dimensionar o conteúdo, que foi de profundo mau gosto, e se tomar as providências”, disse Brunetto, que garantiu que o Grêmio seguirá ajudando a polícia a identificar todos os torcedores que fizeram ofensas ao goleiro Aranha
“Ficou claro no julgamento que essas ofensas raciais não passavam de quatro ou cinco pessoas. O clube já adotou uma série de medidas para colaborar com a polícia e três desses torcedores foram identificados. Acreditamos que será possível a identificação dos demais”, concluiu.
Para encerrar, Thiago Brunetto mostrou preocupação com as ameaças que gremistas possam sofrer de torcedores de outros clubes por conta da repercussão do caso envolvendo o goleiro Aranha. “A pena ao Grêmio é inédita no futebol brasileiro. Isso tem ocasionado que torcedores de outros clubes façam ameaças a gremistas. A torcedores do Grêmio espalhado em todo o País. No Rio de Janeiro, nós fomos procurados por alguns gremistas que moram lá e manifestaram preocupação porque viam ameaças nas redes sociais. Eles pretendiam ir ao jogo amanhã no Maracanã e apresentavam receio”, concluiu.
Punido com a exclusão da Copa do Brasil, o Grêmio irá concorrer no pleno do STJD a fim de conseguir a redução da pena. O Tricolor ainda aguarda receber o acórdão da decisão do Tribunal para preparar o recurso.