Enquanto as portas sempre são deixadas abertas para o retorno de Marcelo Moreno, o mesmo não acontece com Kleber. Não há a menor condição de convívio do atleta com Felipão. A briga feia dos dois no Palmeiras deixou um atrito irreparável. Ela não foi e nem será superada, embora o treinador tenha até negado que este fosse um empecilho. Sem interessados no Gladiador, o Grêmio tem um problema imenso para resolver nas próximas semanas até a reapresentação do grupo principal.
Não há ainda nenhuma solução. “Ele se reapresenta normalmente dia 8. Só se aparecer algo para o Grêmio e eles nos comunicarem”, diz o seu representante, Giuseppe Dioguardi. Se nada surgir até a primeira semana do próximo ano, pode até se reapresentar, porém em hipótese alguma será incorporado ao elenco.
Caso nenhuma proposta surja até a primeira semana de janeiro, o jogador poderia passar a treinar em horários alternativos. Outra solução, ainda tida como remota, é rescisão, mas seria preciso um acordo amigável com ele. Do contrário, só pagando os R$ 12 a 13 milhões que ele tem a receber até o fim de 2016.
O desentendimento dos dois foi muito grande no fim de 2011 e tornou-se irreparável, resultando justamente na vinda de Kleber. Após a agressão ao colega de time João Vitor por integrantes de uma torcida organizada, os jogadores do Palmeiras reclamaram da postura dos dirigentes e do treinador. Kleber e Felipão discutiram asperamente, a ponto de o técnico dizer para o departamento de futebol: “Vocês escolhem: ou ele ou eu”.
O atacante criticou duramente o treinador publicamente. Disse que 80% dos jogadores e 90% dos funcionários não gostavam de Scolari. Um mês depois, foi anunciado por Paulo Odone como o grande reforço para o último ano do Olímpico. Seria o Gladiador da Arena a partir de 2012. Um negócio que vai ter custado aos cofres do clube no seu final, em 2016, R$ 35 milhões.
Atrito com Felipão impede retorno de Kleber ao Grêmio
Clube espera proposta por atacante, que até pode treinar em separado em 2015