O caso do garoto Manu, atleta das escolinhas do Grêmio, teve um novo desdobramento. Em entrevista à Rádio Guaíba na manhã desta sexta-feira, o diretor jurídico gremista, Nestor Hein, revelou que o Barcelona entrou em contato com o Grêmio e afirmou que o menino não serviria para vestir a camiseta do clube espanhol. O dirigente destacou ainda que o pai de Manu, funcionário do Tricolor, pediu demissão e foi morar na Espanha com o menino.
"Esses meninos são normalmente convidados para conhecerem clubes grandes e treinarem com os atletas estrangeiros. O problema é que o Manu foi e não voltou mais. Quem manda nesse menino é o pai dele e não o Grêmio. O pai pediu demissão do Grêmio e o garoto não veio mais treinar, por isso reclamamos. Depois foi postado que ele iria jogar no Barcelona. Eles ligaram falando que o menino é ruim e que lá ele não jogaria", disse. Hein ressaltou que, para o Grêmio, Manu é uma joia e tem um futuro brilhante pela frente.
Mesmo se o clube espanhol tivesse interesse em contratar o garoto de 11 anos, não seria possível. Pelas regras da Fifa, o menino só poderia assinar um contrato de trabalho a partir dos 16 anos. "Disse ao representante do Barcelona que se não gostaram dele, poderiam nos mandar uma carta confirmando que não contratariam o garoto quando tivesse 16, 20 anos", declarou o diretor jurídico gremista.
O diretor jurídico do Grêmio pede por um esclarecimento do caso. "Estamos esperando por ele, mas o jogador não se apresentou mais no clube. Ele foi embora e o Grêmio reclamou com razão. Tem que esclarecer isso, o porquê de eles irem morar na Espanha. Há algo mais alto do que valores econômicos. Existe um menino de 11 anos que deve estar sofrendo horrores com o que está acontecendo. Acho que esse garoto tem que voltar a ter sua vida normal", finalizou o dirigente.
“Barcelona avaliou Manu como ruim e disse que lá não jogaria”, afirma Nestor Hein
Diretor jurídico do Grêmio revelou que pai do garoto pediu demissão do Tricolor e foi morar na Espanha