Quando contratado, no início de 2012 por 4 milhões de euros do Shakhtar Donetsk, o atleta foi um dos principais pilares do time formado por Paulo Odone para o seu último ano de gestão. No entanto, nunca contou com a admiração de Vanderlei Luxemburgo. Acabou preterido com a chegada de Barcos, no começo da temporada passada. Fora dos planos, foi emprestado ao Flamengo e teve uma passagem apagada pelo Rio de Janeiro. Retornou sem espaço no Grêmio e no mercado nacional.
A aposta era em um ano melhor de Barcos com outro treinador e outra postura da equipe. Pesavam também contra o boliviano os problemas extracampo apresentados na sua passagem anterior por Porto Alegre. E não havia espaço, dentro da política da direção de enxugar os gastos, para um elenco com Barcos, Kleber e Marcelo Moreno. Foi difícil encontrar um clube para ele. O Cruzeiro aceitou recebê-lo, mas não pagaria todo o seu alto salário.
Arrancada superior
Inicialmente, a arrancada em 2014 do argentino foi bem superior ao desempenho do atleta cedido aos mineiros. Os gols no Gauchão saíram um atrás do outro. Dificilmente o jogador passou duas partidas sem marcar nos primeiros meses. A média da temporada é boa, com 0,62 gols por jogo, mas graças ao Estadual. Os gols começaram a rarear com as disputas na Libertadores e no Brasileirão. Barcos já encarou um jejum de cinco partidas, encerrado contra a Chapecoense, e, atualmente, não balançou as redes diante de Fluminense, Botafogo e São Paulo.
Moreno, por outro lado, engrenou nas últimas semanas. Contratado para fazer sombra a Borges, o atleta teve a primeira oportunidade como titular no final de fevereiro, mas não balançou as redes nos três jogos. Foram apenas quatro gols em 12 partidas entre o Campeonato Mineiro e a fase de grupo da Libertadores.
No entanto, são cinco gols nas últimas seis vezes que entrou em campo, garantindo um lugar no time desde o clássico contra o Atlético-MG. Por enquanto, em 2014 o boliviano tem levado vantagem sobre o argentino.