“Seria o ideal (apoio sempre), ou pelo menos que analise tudo antes de criticar e falar um coisa ou outra. É passional e é entendível. Vai xingar quando perder e aplaudir quando ganhar. Eles falam hoje que tem que embora, que o Barcos tem que ir embora. Mas o torcedor não manda no clube. Se torcedor me mandar embora de um clube, eu largo o futebol. Se o presidente pedir, eu vou embora. Dou o melhor e vou embora. Mas não a torcida”, relatou.
O enfrentamento entre a torcida e o capitão da equipe aconteceu no estacionamento da Arena. Segundo Barcos, ele estava com a filha no colo e se dirigia ao seu carro quando foi xingado e cobrado pelos torcedores. Sem rebater, entrou em seu veículo. Só que o grupo de cerca de cinco gremistas cercou e passou a bater no carro do Pirata. Foi quando o argentino contestou a atitude dos tricolores.
Após o jogo, com os seus familiares, em casa, Barcos repassou cada lance do jogo. Debatia com o irmão Gustavo Barcos o que poderia ter feito diferente no jogo e no momento da cobrança. Foi dormir só no final da madrugada, por volta das cinco da manhã, relatou.
“Em primeiro momento saí do jogo e a crítica eu aceito. Sempre aceitei, nunca falei nada para ninguém. Mas estava com minha filha no colo e quatro ou cinco falando. Fiquei quieto e peguei o carro, saí. Continuava, mais agressivo, cada vez mais. Aí contestei e aí ficou. Bateram no carro e fui para casa. Tem que aprender a respeitar. Foi muito difícil dormir, fui pelas cinco horas da manhã. Fiquei com minha família, meu irmão estava aí, falamos do jogo e do que aconteceu. Começa a voltar tudo e o que poderia ter feito”, lembrou Barcos.
O Tricolor viaja para São Paulo na tarde desta sexta-feira, onde enfrentará o Santos neste sábado, às 18h30min, no Pacaembu. O clube gaúcho tenta superar as dificuldades e vencer no Brasileirão após o fim do sonho de conquistar o tri da América.