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Base do Grêmio: coordenador fala sobre a visita de Luís Castro, Copa SP, mudança do mercado e Tetê

Em entrevista ao Correio do Povo, Francesco Barletta explica as alterações do jovem atleta ao futebol moderno

Francesco Barletta, Coordenador Geral das Categorias de Base do Grêmio
Francesco Barletta, Coordenador Geral das Categorias de Base do Grêmio Foto : Divulgação Grêmio / CP

Se em anos anteriores a gurizada precisou passar o Réveillon concentrada, pelo menos desta vez a logística permitiu o brinde em família. Mas nada de excessos, pois para a delegação de 23 atletas, comissão técnica, coordenadores e diretores, o primeiro dia do ano já foi de viagem. De Porto Alegre a Rio Preto por via área e depois por terra até Votuporanga, o Grêmio começou a caminhada em busca do título inédito da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Este ano serão 128 equipes divididas em 32 grupos. O Grêmio está no Chave 2 com jogos na Arena Plínio Marin contra Falcon/SE, Galvez/AC e Votuporanguense/SP. Para falar da expectativa com o desempenho no torneio e de outros assuntos ligados às categorias de base do Grêmio, o Correio do Povo conversou com Francesco Barletta, coordenador Geral do setor há vários anos no clube.

Como foi a visita do Luís Castro com a direção de futebol lá em Eldorado? De alguma maneira surpreendeu vocês?
Foi um interesse de ambas as partes, da direção e do Luís Castro, que a visita acontecesse. Tivemos um momento de troca muito bacana, no qual ele conheceu toda a estrutura do CT Presidente Hélio Dourado, desde a parte administrativa, passando pelo alojamento, academia e vestiários, até os campos. Além disso, teve uma ideia de como é a nossa metodologia de formação.

Há algum tempo a base do Grêmio tem sido motivo de elogios não só pela estrutura do CT, mas pelo aproveitamento e venda de atletas. Tu, que atravessa várias gestões, enxerga possibilidade de melhora em que aspecto do trabalho realizado?

A base do Grêmio sempre procura estar um passo à frente do mercado. Deixamos de disputar algumas competições para desenvolver e elevar o nível dos nossos atletas, ao optar pela participação em outros torneios. Também adotamos a metodologia de antecipar a utilização de jovens jogadores, levando em consideração a qualificação individual de cada atleta, independentemente da idade. Quando a exigência do mercado passou a demandar atletas mais jovens, encerramos a categoria Sub-23. Além disso, contamos com um trabalho de captação muito forte, antecipando-nos a outros clubes formadores. Estamos sempre buscando nos posicionar à frente das mudanças de mercado para que, quando elas aconteçam, já estejamos enraizados nesse contexto.

O Grêmio nunca ganhou a Copinha e agora embarca desfalcado, pois alguns jogadores ficarão em Porto Alegre no grupo principal. Que expectativa dá para ter deste time?
Aqui no Grêmio, buscamos formar atletas mais jovens e com nível para servir ao elenco principal. Disputamos a Copinha com jogadores abaixo da idade limite, que atualmente é de 21 anos. Assim como nas últimas edições, em 2026 atletas da categoria Sub-17 devem estar entre os inscritos. A expectativa está baseada na amostragem individual e coletiva que a equipe apresentará. Vamos apresentar os atletas à nossa torcida e ao departamento de futebol profissional, visando, futuramente, à integração ao elenco principal. A competição será utilizada em nível de formação e desenvolvimento, oportunizando outros jogadores, já que alguns permanecerão em Porto Alegre.

O PSG e outros clubes têm apostado em times cada vez mais jovens. Esta é, de fato, uma tendência? Se sim, a explicação está mais ligada à saúde ou ao negócio?

Acho que é muito mais uma questão de negócio do que saúde. Isso vai da capacidade que esses jovens, que são contratados, têm de se adaptar às situações do jogo. Todos sabem atacar e defender, independentemente da posição. Os jovens são mais maleáveis à mudança e à aprendizagem do que o atleta mais experiente, que já possui uma constituição de posição e características definidas. Há o aspecto da saúde e o do negócio, mas acredito que pese mais a adaptação do jovem ao modelo de jogo proposto.

Vocês que trabalharam com o Tetê na base, como avaliam o desempenho dele desde que saiu do Grêmio jogando todo o tempo na Europa? Ele entregou o que prometeu?
Uma das principais características e objetivos da nossa formação na base do Grêmio é fazer com que o atleta consiga se adaptar a qualquer clube do mundo. Foi o caso de Tetê, que atuou em clubes de destaque nos países por onde passou e disputou grandes ligas. Ele saiu muito jovem, e é difícil se manter por tanto tempo no futebol europeu. Tivemos outros atletas brasileiros que saíram com idade semelhante e retornaram rapidamente ao futebol brasileiro. Dentro do que esperamos de um atleta formado na base, ele entregou.

Agenda tricolor
02/01, às 18h - Grêmio x Falcon/SE - Youtube Cazé TV
05/01, às 16h - Galvez/AC x Grêmio - YouTube Xsports
08/01, às 21h30 - Votuporanguense/SP x Grêmio - Youtube CazéTV


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