Grêmio

Base gremista terá mais oportunidades em 2010

Mauro Galvão garante que clube dará mais espaço às jovens promessas

Jogadores da base Grêmio terão mais oportunidades em 2010
Jogadores da base Grêmio terão mais oportunidades em 2010 Foto : Antônio Sobral
Quando Paulo Autuori olhar para o banco de reservas na partida de quarta-feira com o Avaí, verá que sete dos oito jogadores que lá estarão são formados nas categorias de base do Grêmio. Marcelo Grohe, Bruno Collaço, Saimon, Maylson, Douglas Costa, Roberson e Bérgson iniciaram suas carrerias profissionais no Tricolor. Dos suplentes da noite, apenas Renato Cajá não começou no futebol vestindo azul, preto e branco.

Além deles, como titulares no confronto com a equipe catarinense, outros três atletas que estarão em campo - Mário Fernandes, William Thiego e Adílson - são oriundos da base gremista. Na lista de ex-juniores do Grêmio, ainda há o zagueiro Léo, desfalque contra o Avaí por lesão na coxa direita. O elevado número de crias gremistas na delegação é um reflexo do trabalho desenvolvido desde a chegada de Paulo Autuori. "A ideia é dar mais atenção à base", revela o diretor executivo de futebol, Mauro Galvão.

Trata-se de um trabalho quase silencioso, acompanhado por quem frequenta o clube diariamente. As estratégias são bem definidas. "O que está sendo feito no profissional é aplicado igualmente na base", diz Galvão, explicando que, dessa forma, o atleta se entrosa mais rapidamente quando for promovido.

Parte desse trabalho são as avaliações, direcionadas às carências do time. "Queremos mais qualidade e menos quantidade nas categorias de base", afirma o ex-zagueiro. Ele diz também que essas necessidades se concentram mais em laterais e meias e que não são um problema exclusivo dos gaúchos. "Hoje se conta nos dedos os bons camisas 10."

A opção de investimento na base, além de mais barata em relação às badaladas contratações, já provou que pode ser muito rentável. Desde 2006, o Grêmio lucrou alguns milhões com a venda de jogadores criados no clube. Anderson, Lucas e Carlos Eduardo são exemplos de sucesso neste trabalho. Os dois últimos, inclusive, foram convocados pelo técnico Dunga nesta terça-feira para os amistosos contra Inglaterra e Omã e têm chances de figurar na lista dos jogadores que vão representar o Brasil na próxima Copa do Mundo.

No entanto, pelo menos em um primeiro momento, fazer dinheiro com revelações não é o objetivo principal da direção. "O Grêmio não trabalha pensando nisso", diz Galvão, que em seguida faz a ressalva: "Mas futebol é um negócio". Para ele, a torcida gosta de ver jogadores criados no clube em campo. Além de o próprio jogador se sentir mais motivado e transmitir isso para o restante do grupo.

Para o futuro, o Tricolor tem algumas pérolas que podem vir a ajudar o time e forrar os cofres nas próximas temporadas. Alguns deles já vêm ganhando projeção em nível nacional. No último Mundial Sub-20, o Grêmio teve dois atletas que compuseram a delegação do País na campanha do vice-campeonato, Maylson e Douglas Costa. Na Nigéria, onde está sendo disputado o Mundial Sub-17, o zagueiro gremista Gérson é titular do Brasil. Afora esses, Mauro Galvão também lembra de Mithyuê e Wesley como destaques vindos da base.

No ano que vem, a presença dos oriundos da base entre os profissionais deve ser aumentada. "Os jogadores vão sendo lançados. Vai depender muito deles", prevê diretor executivo. Ele cita um caso deste ano: "O Mário Fernandes é uma realidade. Entrou e ganhou confiança e é titular hoje". É com esse pensamento que o Grêmio entrará 2010, quando, na opinião de Mauro Galvão, a base vai ter ainda mais chance: "O Grêmio vai dar oportunidades".

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