Apesar das brincadeiras Biteco entrou no clima. Para que aliviem o visual, se oferece para pegar cafezinho e dar lugar aos mais velhos. "Quando não tem lugar, eu ofereço a minha cadeira. Eles aceitam, mas depois dizem para eu ficar sentado. Mas na chegada eu servi cafezinho", completa. Ainda não foi possível vê-lo com a bola nos pés em Bento Gonçalves, já que sofreu uma lesão muscular em dezembro e está na fase final da recuperação. Em mais duas semanas, deve estar liberado para iniciar os trabalhos físicos.
A sua história é, no mínimo, curiosa. Já experimentou os dois lados da rivalidade Gre-Nal. Chegou a trocar o estádio Olímpico pelo Beira-Rio, mas depois acabou voltando. "Aqui é minha casa. Fui para o Inter achando que era uma coisa e foi outra. É diferente chegar e saber que todo mundo te conhece, sabe quem tu é", revela. No Grêmio, chegou aos 6 anos. Passou a maior parte da vida dentro do clube. No entanto, mudou de lado no final de 2006. Foi junto com seu amigo Diego, filho de Assis. "É meu irmão", disse Biteco. Era ele o garoto ao lado do sobrinho de Ronaldinho Gaúcho nas fotos da apresentação. Não durou muito tempo vestindo vermelho. Retornou pouco mais de um ano depois.
Biteco teve grande destaque na Copa Laci Ughini, mesmo sendo reserva. Só começava fora por causa do físico franzino para encarar os profissionais. Contra o Pelotas, marcou os dois gols da vitória por 2 a 1 e da classificação gremista. A partir deste momento acabou gerando a curiosidade de todos. "Tenho que manter muita calma", salienta.