“Eu vou ter sempre a cabeça erguida e tranquila para fazer o melhor. Não vou me deixar de influenciar pelos outros. No inicio do Paraná fui quase demitido. Mas depois levamos o clube para Libertadores. No Palmeiras tive pra sair quase 500 vezes. Fui até o final. No Flamengo e no Botafogo, a mesma coisa. É natural, não acontece só comigo, mas com todos os treinadores”, ressaltou Caio Júnior.
Segundo o técnico, a cobrança não pode ser feita somente em cima do resultado. Caio Júnior afirmou que, por não ter tempo para treinar, faz avaliações com o plantel de jogadores em cima dos lances dos jogos por VT. “A minha obrigação é fazer com que reconheçam meu trabalho ao final de uma gestão. Devido ao pouco tempo que tenho para trabalhar, seleciono as imagens e em cima desta edição você avalia fundamentos do jogo. Vejo sempre evolução quando adoto este método. A maior dificuldade dos jogadores é fazer com que eles entendam tática de jogo”, frisou Caio.
Avaliando o empate de 2 a 2 no clássico Gre-Nal, o treinador gremista apontou uma excessiva violência por parte do Inter. Para Caio, a equipe colorada cometeu muitas faltas durante a partida. “Achei que o inter bateu bastante. O (árbitro Leandro) Vuaden pode até errar em alguns lances, mas é um cara correto, é serio. Acho que o Grêmio fez um bom primeiro tempo, de alto nível, com oportunidades de gol. Mas acho que foi justo o resultado. Estamos no caminho certo, na hora certa as coisas virão”, declarou.
Quanto a possíveis contratações, o técnico Caio Júnior disse estar otimista quanto a vinda de um meio campista de criação. “O Marcelo e o Kléber precisam de um meia inteligente que faça a bola chegar na frente. Tem coisa para acontecer ainda. Estou na expectativa de que alguém possa vir. Ainda é muito cedo, o Gauchão está apenas começando”, finalizou Júnior.