"Estamos muito aquém do que eu quero e de uma equipe que mereça vestir a camisa do Grêmio", admitiu Caio Júnior, emendando agressivo em seguida: "Ninguém vai me ensinar, estou vendo o que acontece. Tenho que administrar internamente e resolver. Estou tentando construir uma equipe, uma mudança de perfil", salientou o técnico.
Apesar do rompante, Caio Júnior garantiu que não vê seu cargo ameaçado sem uma sequência positiva de resultados em bteve. "Eu não me sinto pressionado. Já realizei minha ambição financeira e estou focado no trabalho. No Brasil o técnico precisa ser alguém de outro planeta, pela cobrança que se faz", avaliou.
"Também sou humano. Não é fácil, não se tem noção do que é a vida de um treinador. São 24 horas de trabalho pensando no melhor e a tendência é sempre puxar para trás, negativismo para quem se dedica", declarou o treinador e abandonou subitamente o espaço para coletivas.
A pedido da assessoria de imprensa do Grêmio, ele retornou em seguida para retomar a entrevista. Então, focou mais na análise da partida. Para o técnico, a mudança de Leandro pelo volante Gilberto Silva foi essencial. "O Gilberto mudou o jogo, pela participação, pela organização que deu ao time, com o seu caráter acima de tudo. Acho que ele ganhou o espaço na equipe titular", afirmou.
Caio Júnior explicou que no intervalo viu o grupo ter mais cara de "equipe", até pela reação emocional ao mau resultado do primeiro tempo. "A atitude faz diferença e foi isso que tiveram no segundo tempo. Respeitaram o Ypiranga, não pode achar que vem aqui e vai golear", ponderou.
"Quando se ganha um jogo dessa forma, ganha-se uma equipe. Hoje, eu vi discussão no vestiário, emoção que eu não tinha visto antes entre eles. Ganhamos por isso", resumiu o treinador. "Não tem problema de disciplina nem comportamento. Temos é que encontrar um time. Vão chegar jogadores ainda e precisa mais experiência. O importante hoje foi vestir a camisa do Grêmio com o coração", salientou Caio Júnior.
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