"Achei que fui legal, aqui é um futebol de mais contato físico e, por ter jogado na Europa, gostei, pois brigo muito em campo", analisou Carlos Alberto. "Meu papel é jogar, lutar, tentei ao máximo fazer as melhores jogadas e procurei recompor no meio, pois o Renato cobra muito dos meias jogar sem a bola", explicou o atleta. "Não vou dar nota, pois não gosto de ficar me autocongratulando."
Carlos Alberto não quis depositar a culpa da derrota na arbitragem e avaliou que, realmente, o Novo Hamburgo foi superior. "Aqui a arbitragem é diferente da do Rio, onde o pessoal dá amarelo para tudo. Aqui não, o jogo segue, só marca quando realmente tem que ser. O árbitro cometeu alguns erros, mas a atuação não comprometeu", analisou.
"Teve a situação do pênalti, mas todo mundo pode errar", argumentou. "Agora é esquecer, futebol é desta forma e, na quinta, vamos ver o que o Renato vai fazer para a gente estrear vencendo", projetou Carlos Alberto.
Falta de foco atrapalhou, dizem jogadores
O lateral Gilson reforçou a ideia do técnico Renato sobre a falta de "gana" do Grêmio na partida. "Começamos muito morosos, demos mole e contra uma equipe boa como a do Novo Hamburgo não pode ser assim. Agora é levantar a cabeça e começar de forma positiva", relatou.
Victor também creditou a derrota ao foco na estreia da Libertadores, mas contemporizou quanto ao peso do resultado. "É claro que o Gauchão também é importante, mas perdemos quando poderíamos perder", avaliou. Sempre jogamos para ganhar, mas começamos muito desconcentrados e o somatório de erros culminou no resultado negativo."
Apesar do próprio treinador afirmar que 80% da equipe titular do Grêmio atuou, neste domingo, contra o Novo Hamburgo, o volante Adilson acredita que o time não pode ser comparado com o da estreia na Libertadores. "Quinta vai ser uma partida diferente, com um time diferente e até lá vamos ter tempo de descansar e arrumar o que erramos", disse.