O adversário caxiense na final da Taça Piratini será o Novo Hamburgo, que venceu o Juventude por 3 a 2 na outra semifinal. O campeão do primeiro turno e primeiro finalista do Gauchão será conhecido na quarta-feira, no Estádio do Vale, em Novo Hamburgo.
Muita marcação e nada de gols
Diante dos olhares do novo técnico, Vanderlei Luxemburgo – vestido com um terno, mas sem gravata –, os jogadores do Grêmio trataram de correr e mostrar serviço na casa do adversário. Mas – na frente de seus torcedores que compareceram em bom número ao Centenário – o Caxias em nenhum momento se comportou com uma presa fácil. Logo, o jogo desde o seu começo se mostrou de muita marcação, com os visitantes insistindo mais.
Só que apesar de ter menos volume que o rival, foi o Caxias que conseguiu a primeira chance do jogo. Aos 14, em cruzamento da direita, Victor precisou sair do gol e tirar praticamente da cabeça de Caion, na pequena área. A resposta não levou sequer um minuto. Depois de o camisa 1 do Grêmio brilhar, o colega de posição do Caxias se destacou. Duas vezes, em ambas conclusões de Kléber, que completou o cruzamento de Marcelo Moreno na pequena área.
Sem conseguir penetrar na área do Grêmio com qualidade, o Caxias tratou de arriscar de fora dela. E aí pôs Victor a trabalhar. Primeiro aos 25, quando Vanderlei avançou pelo campo de ataque e disparou um canhonaço no canto. Dez minutos depois, foi Wangler quem bateu cruzado de fora da área e obrigou Victor a fazer outra bela defesa. No contra-ataque, Fernando recebeu dentro da área grená, mas tentou cruzar ao invés de chutar. Foi a chance que a defesa precisou para afastar.
Reação do Caxias leva decisão para os pênaltis
Após a boa marcação apresentada no primeiro tempo, o Caxias voltou para a segunda metade mais solto. E mandou o Tricolor para o campo de defesa. Pressionando, os donos da casa por pouco não abriram ao placar aos 13, quando, após escanteio, Victor falhou na saída da meta e Julio Cesar precisou salvar quase em cima da linha depois do toque de Michel.
Pouco depois, o Grêmio mostrou a força de uma de suas principais contratações. Após muitos ataques desperdiçados pela falta de ligação de qualidade entre o meio e o ataque, uma jogada encaixou. Pela direita, Gabriel lançou Marco Antônio que cruzou de primeira. Do meio da área surgiu Kléber, que completou e saiu para o abraço. Logo em seguida, Marcelo Moreno recebeu pela esquerda, avançou, mas abusou da firula e permitiu a recuperação do marcador.
O gol fez o Grêmio crescer no jogo. Porém o Caxias não se entregou. A recompensa veio aos 39 minutos, com o garoto Marcos Paulo, que havia pouco tinha entrado na vaga de Caion. No levantamento na área, ele desviou de cabeça e deixou tudo igual. Logo em seguida, Victor ainda evitou a virada na forte cabeçada de Lacerda em meio à zaga.
Marco Antônio se transforma em vilão
Autor da assistência para o gol de Kléber, Marco Antônio se transformou em vilão na cobrança de pênaltis. Tal qual a partida, a cobrança dos tiros livres foi equilibrada e apenas o meia gremista errou a sua conclusão, que esbarrou no goleiro Paulo Sérgio. Na última cobrança, o próprio camisa 1 do Caxias bateu para colocar o Caxias na final da Taça Piratini, ao vencer o Tricolor por 5 a 4.
Marco Antônio lamenta cobrança perdida | Foto: Ricardo Giusti
Taça Piratini - semifinal
Caxias 1 (5)
Paulo Sérgio; Michel, Lacerda, Lino e Fabinho; Umberto (Alisson), Paraná, Mateus e Wangler (Juninho); Caion (Marcos Paulo) e Vanderlei. Técnico: Paulo Porto
Grêmio 1 (4)
Victor; Gabriel, Gilberto Silva, Naldo e Julio Cesar; Fernando, Souza, Marquinhos (Vilson) e Marco Antônio; Kléber e Marcelo Moreno (André Lima). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Gols: Kléber (17/2º), Marcos Paulo (39/2º);
Cartões amarelos: Lacerda, Lino e Alisson; Marquinhos, Gilberto Silva e Kléber;
Árbitro: Ânderson Daronco;
Local: Estádio Centenário