Nomes como Victor e Réver vieram após a análise do material preparado. Até as contratações mais conhecidas, como Kléber e Marcelo Moreno, têm um estudo encaminhado aos dirigentes. A do Gladiador, por exemplo, contava com a sua ficha e lista de partidas em 2011.
"A gente procura sempre fazer um material", diz o coordenador da CDD, Lucas Oliveira. Roberto Ribas é o outro integrante do setor. Na sala, chamam a atenção dois painéis com os elencos das séries A e B do Brasileirão e com os brasileiros espalhados nas principais ligas do mundo.
Goleiro Victor estuda bola parada por vídeos do CDD
No entanto, o serviço não é restrito a busca por reforços. Ali são preparados os vídeos das palestras e também a análise dos adversários, obedecendo os critérios de cada treinador. "Usamos recursos de scout e vídeos. Marcamos pontos fortes e fracos dos outros times", revela Lucas. Victor é um que serve-se da CDD. "A gente abastece ele a cada jogo. Montamos vídeos com bolas paradas, pênaltis", destaca.
O trabalho rendeu a Lucas a ida para a base da Seleção. Esteve presente nos Mundiais sub-20 e sub-17 e nos Sul-Americanos sub-20, sub-17 e sub-15. O setor foi criado em 2008 por Rafael Vieira, hoje integrante da comissão técnica de Mano Menezes.