O atual gasto com o grupo e a comissão técnica alcança R$ 6,7 milhões todo mês. A classificação para a Libertadores garantirá a manutenção do mesmo patamar. A situação financeira não permite que o Grêmio realize grandes investimentos mesmo com a conquista da vaga. Por outro lado, se ficar de fora da competição, será necessário diminuir os gastos para que a folha fique entre R$ 4,7 milhões e R$ 5 milhões. "Seria preciso diminuir entre 25 e 30% do gasto mensal", salienta um dirigente.
A Libertadores é o grande carro-chefe do primeiro semestre. O Atlético-MG faturou R$ 34 milhões só entre premiação e bilheteria com o torneio neste ano, fora outros ganhos com a marca e a disputa do Mundial. O campeão leva cerca de R$ 12 milhões da Conmebol ao todo. Na Copa do Brasil, por exemplo, o clube leva no máximo R$ 1 milhão pelas três primeiras fases, além de um lucro bem menor com a renda no estádio.
Para abrir espaço na folha salarial, o Grêmio pode se desfazer de alguns dos seus atletas mais onerosos. Por exemplo, Zé Roberto e Elano podem deixar o elenco. Fábio Aurélio é outro que termina o contrato em dezembro. Nomes que aliviariam mais de R$ 1,3 milhão todo mês. Em compensação, a direção também terá que lidar com o retorno de muitos emprestados. Entre eles, Marcelo Moreno que também possui um salário alto.