Revelado pelo Inter, Chiquinho era considerado uma promessa no Beira-Rio em 2004, quando chegou a fazer uma boa temporada. No entanto, problemas de saúde e divergências com a direção provocaram uma saída conflituosa do Colorado. “Eu era muito jovem e acabei sendo atrapalhando pela impaciência e imaturidade. Hoje em dia eu faria diferente. Vejo ex-companheiros como Alex, Nilmar e o Rafael Sobis crescendo e comparo com o rumo que a minha carreira tomou. Era um caminho que eu não imaginava”, disse o meia.
Chiquinho conta que ficou muito chateado com o Inter logo que deixou o clube, mas hoje em dia já esqueceu o conflito. “Na época, fiquei com muita mágoa, pensando que poderia ter feito mais pelo clube. Mas já passou. Hoje em dia sou grato ao Inter por ter me revelado e à torcida que sempre me apoiou e ainda me reconhece na rua”, afirmou o meia, garantindo ainda nunca ter tido problemas com o ex-capitão Fernandão no vestiário. “Isso é boato. Nunca tive problema no vestiário. Nem com Fernandão, com o Abel (Braga), nem com ninguém.”
Saúde
Chiquinho disse estar completamente recuperado dos problemas de saúde que o afastaram do futebol. “Em 2003 eu tive um coágulo em uma artéria do cérebro e precisei de um período de repouso e medicação para me recuperar. Hoje em dia estou 100%. Faço consultas médicas a cada seis meses. Estou curado”, garantiu Chiquinho.
Autor de quatro gols na atual edição do Gauchão, o jogador revela que hoje está jogando na função que mais gosta: meio-campista. “Me sinto bem jogando na meia, posso fazer assistências aos meus companheiros ou mesmo marcar. Mas eu atuo em qualquer posição, o que quero é jogar”, disse Chiquinho, que não faz exigências quanto a uma possível função no Grêmio. “O importante é estar lá dentro. Se a proposta do Grêmio for concretizada, vou lá conquistar o meia espaço”, finalizou.