O dirigente disse que o plantel faz jus à folha salarial. “Não é o time caro que se anuncia. Tem uma folha compatível com o orçamento do clube. Talvez fechemos o mês com uma folha de R$ 6 milhões,” informou. Desta forma, novos reforços virão apenas nos moldes do paraguaio Riveros, que chegou ao Tricolor de graça. O assessor de futebol Marcos Chitolina, aliás, descartou a possibilidade de contratações de peso pelo clube no segundo semestre.
Para cortar o custo do departamento de futebol, 13 jogadores deixaram o clube, através de vendas, liberações ou empréstimos. No início de 2013, André Lima foi vendido para o futebol chinês. Depois da Libertadores, o lateral André Santos voltou para o Arsenal e Facundo Bertoglio, para o Dínamo de Kiev. Na negociação por Barcos, o Grêmio passou quatro atletas ao Palmeiras: Léo Gago, Leandro, Vilson e Rondinelly. Por empréstimo, saíram do clube Marcelo Moreno (ao Flamengo), Douglas Grolli (para o São Caetano), Tony (foi ao Criciúma) e Wangler voltou ao Caxias. Pouco aproveitado, os direitos federativos de Willian José foram repassados ao Santos em definitivo.
Além deles, o Grêmio vendeu no meio do ano o volante Fernando. A transferência do jogador ao Shakhtar Donetsk renderá 5 milhões de euros (R$ 14,2 milhões) aos cofres do Grêmio. Detentor de 40% dos direitos econômicos do volante, o clube conseguiu um pouco mais dos R$ 12,5 milhões que tinha direito. A contrapartida partiu de uma composição com o jogador, dono de 10%, e dos investidores, que tinham 50%.
O lateral Fábio Aurélio pode ser mais um integrante deste grupo que está deixando o time. A direção estuda uma forma de repassar ou rescindir o vínculo com o profissional, que atuou em cinco jogos desde a chegada. A grande dificuldade é encontrar algum interessado, já que é difícil oferecer um atleta que invariavelmente está entregue ao departamento médico. O Misael é outro com potencial para entrar na relação de saídas, já que está vendido desde o ano passado a um grupo de investidores.