Zé Roberto não tem o seu lugar garantido quando retornar de lesão no final de abril. O meia precisará batalhar muito para tomar a posição de volta, principalmente se o substituto seguir rendendo como nos últimos jogos. Há quem diga, nos corredores do estádio Olímpico, que o lugar na equipe é de Dudu. Sua titularidade já era cotada antes mesmo da ausência do camisa 10.
Se a tarde de domingo foi de Barcos, o último reforço gremista da temporada teve um papel especial na goleada por 3 a 0 diante do Juventude. Foi um coadjuvante de luxo. Participou diretamente dos últimos dois gols. A participação, porém, não é apenas ofensiva. A entrega em campo é outro ponto destacado. Mesmo sendo atacante, não se furta de retornar até a linha de fundo marcado. É preciso esta dedicação para ganhar a vaga.
Enderson esteve sempre predisposto a escalar Dudu após a lesão de Zé Roberto, mas a contrapartida era a exigência pelo auxílio na marcação, especialmente para o confronto na Argentina. Contra o Newell’s Old Boys, em Rosário, o atleta marcou como um volante quando necessário. Fechou o lado esquerdo na partida mais complicada da temporada até o momento. A atuação lhe rendeu pontos. No domingo, pelo Gauchão, novamente foi bem. Seguindo neste ritmo, não deixará mais o time titular.
O investimento para trazê-lo foi modesto, dentro das condições financeiras que o Grêmio apresenta. Foram gastos pouco mais de R$ 500 mil pelo seu empréstimo até dezembro. O seu salário enquadra-se dentro da atual realidade gremista. Para adquiri-lo em definitivo do Dínamo de Kiev no fim do ano, no entanto, será preciso mexer no bolso. O preço estipulado é de 6 milhões de euros, mais de R$ 19 milhões. Como tem apenas 22 anos, o clube aposta que investidores não faltarão.