"Com todo respeito ao Falcão, que foi um ótimo jogador, eu sou campeão do mundo", frisou o ídolo gremista. Ele acrescentou, ainda que o afastamento de Falcão da casamata também pode atrapalhar seu trabalho num primeiro momento. "Ele está afastado há uns 12 ou 15 anos. Ele é um sujeito malandro e comentarista, bom nas análises. Mas lá em cima na cabine é uma coisa, ter que fazer acontecer aqui embaixo é outra", analisou Renato.
"Ser ídolo é uma coisa, dar conta do recado é outra", continuou Renato, lembrando de sua chegada ao Grêmio, em 2010, e que se comprometeu com a torcida a tirar o time do rebaixamento, mostrando confiança no grupo. "O ídolo coloca em jogo o carinho da torcida. Mas o torcedor tem mais paciência. No momento que as vitórias não aparecem, porém, entra todo mundo na cobrança. Tem que saber dividir, separar e enfrentar isso", ponderou Renato.
O vice-presidente de futebol do Inter, Roberto Siegmann, não deixou sem resposta as declarações do treinador do Grêmio. "Só posso dizer que, em termos de idolatria e comportamento ao ocupar a condição de ídolo, o Falcão mostra muito destaque, nacional e internacional", afirmou o dirigente. "Mas não me interessa a sua condição de ídolo na contratação, mas sim suas intenções pessoais, sua inteligência e o fato dele ser um homem preparado."
Renato credita empate a oportunidades perdidas
Sobre o jogo contra o Santa Cruz, o treinador do Grêmio listou dois fatores que definiram a partida. As chances claras de gol perdidas e a "pressa" para atacar quando a equipe recebia pressão do adversário na etapa final.
"O gol está aparecendo na Libertadores, no Brasileiro, no Gauchão. A gente precisa aproveitar melhor as oportunidades", enfatizou Renato. "Principalmente no primeiro tempo, tivemos oportunidades, mas não fomos felizes nas conclusões. Outras o goleiro defendeu. Aí apressamos o jogo, o que não pode", ponderou o técnico.
"Se hoje nós estamos indo para Erechim, somos os culpados. Agora a gente vai ter que cansar um pouco mais, na volta da Bolívia", projetou Renato, antes de fazer dura crítica sobre o posicionamento defensivo no gol do Santa Cruz. "Não pode acontecer do adversário pular sozinho dentro da minha área. Com ou sem o Willian Magrão ou outro marcador, não tem desculpa."