O argumento da Arena e chancelado pelo Ministério Público do Estado, em reuniões feitas anteriormente, é algo que não está previsto na legislação. Por isso, a comissão será reunida e dará seu parecer. "Vamos analisar unicamente o que diz respeito à segurança e questões daquele setor interditado. Outras adequações que estejam pendentes não serão colocadas neste momento. É uma espécie de troca-troca, vamos apresentar as nossas colocações, e eles irão rebater", disse o tenente-coronel Evaldo Rodrigues, que acrescentou de isolar o setor da Geral do restante do estádio não está previsto na legislação.
Segundo Rodrigues, a reunião dos 16 técnicos inicia sem hora para acabar. Só terminará quando a votação tiver terminado. Ou seja, a definição sobre o posicionamento dos Bombeiros com relação ao argumento gremista sai no dia 22. Se a resposta for positiva, o Grêmio e a Arena teriam um prazo exíguo para a colocação das barras no espaço. O Termo de Ajustamento de Conduta assinado com o Ministério Público vale até o dia 30 de abril. A obtenção do Habite-se Parcial 1 fica ameaçada, justamente porque o espaço não estará com os gradis até a data. O presidente da Arena Porto-Alegrense, Eduardo Pinto, afirmou em reunião anterior que seriam necessários 20 dias para a instalação das barras na arquibancada.
O local está interditado desde o final de janeiro, quando o Grêmio enfrentou a LDU na Arena e o muro de contenção cedeu após a avalanche tradicional dos torcedores. O clube foi multado pela Conmebol em cerca de R$ 70 mil. Diversas reuniões já aconteceram entre as partes em busca de uma definição.