"Certamente vão ter muitas intervenções antes da votação, com perguntas, sustentações do que é bom ou ruim. Eu avalio que vai ser que nem a outra, terminando perto da meia-noite", destaca o vice-presidente do CD, Milton Camargo.
Desde a quarta-feira passada, o novo acordo proposto pela direção gremista estava à disposição dos conselheiros no estádio Olímpico. O principal argumento para o pedido de adiar a votação era para que pudessem analisar as alterações com bastante calma, já que eram muitos dados e números, e não fosse repetido o erro de outros aditivos.
Número de visitas é baixo
O número de visitas, no entanto, era baixo até a tarde de sábado, quando pouco mais de 60 conselheiros tinham ido analisar o documento. Em alguns casos, eram lideranças de movimentos que retransmitiam aos demais colegas as informações. Nesta segunda-feira ainda há a possibilidade de observar as alterações propostas. "Os conselheiros irão estar muito mais esclarecidos e alimentados para fazer as suas ponderações. Por isso, acho que vai ser um debate bastante extenso", complementa Milton Camargo.
Embora o clima deva ser acalorado, com a reunião avançando por algumas horas, a tendência é de aprovação do aditivo pelo Conselho Deliberativo. Para que receba o crivo do CD, é necessário o voto favorável de dois terços dos presentes, com o mínimo de 150 conselheiros. Se o número for o mesmo da semana passada, com 218 conselheiros presentes, é preciso que 146 votem a favor das alterações contratuais.