A situação começou quando o atleta foi oferecido por empresários. Com um alto salário, um dos maiores do futebol inglês, especialmente na sua posição, o Grêmio considerava a negociação incogitável pelo atual momento financeiro. Ao questionar a fórmula para repatriar o brasileiro, porém, o clube viu que os valores eram dentro da realidade. No entanto, o empecilho era o tempo do empréstimo.
Julio Cesar viria até o fim de agosto, após o término da Libertadores. Mas, com a sua chegada, provavelmente o Grêmio teria que se desfazer de Marcelo Grohe. Arrumaria um problema para o segundo semestre: encontrar outro goleiro titular. Seria muito difícil bancar a permanência definitiva do titular da Seleção Brasileira em Porto Alegre. Também seria complicado convencer o atual camisa 1 a permanecer por mais alguns meses no banco de reservas.
Julio Cesar viria apenas por 20% dos seus salários, que é de 280 mil libras, cerca de R$ 1,1 milhão. O Grêmio pagaria menos do que gastava com Dida até dezembro. O resto seguiria sendo bancado pelo Queens Park Rangers. O tempo de empréstimo, uma situação praticamente imutável, é que brecou a negociação. A direção foi taxativa sobre o assunto. “Não tem nenhuma chance”, destacou Rui Costa.
O clube procura um reserva mais rodado. “O Busatto é um grande goleiro, mas nunca participou de uma competição como a Libertadores. Precisamos de alguém mais experimentado, não necessariamente velho, que já tenha tido experiência em competições com essa responsabilidade”, completou o dirigente.