"O Fluminense tem atletas que sabem jogar, que aproveitam os espaços. Quando nossa equipe não deu mais esse espaço e tempo paraa pensarem, crescemos", analisou Renato. "Falei no intervalo que não pode assistir ao adversário jogar, precisa diminuir os espaços. Assim vai produzir mais e cansar bem menos", enfatizou.
Apesar do bom futebol ainda não ter aparecido, para o treinador foram muito mais importantes os pontos conquistados. "Conseguimos três pontos diante de mais uma boa equipe do campeonato", resumiu. Ele também salientou a boa estreia do paraguaio Riveros, inclusive marcando um gol essencial. "A tendência do Riveros é crescer. Falei após o aquecimento para ele não começar tão rápido no primeiro jogo. Até por ele ser um atleta que está há tempos sem jogar, podia pesar a perna. Ele foi se soltando durante a partida e crescendo", ponderou o comandante gremista.
"Jogador se escala"
Mesmo com a boa resposta do atleta, Renato frisou que não tem "dois, três ou até 11" titulares definidos. "O discurso para eles é de que o jogador se escala. Taticamente ele precisa ser determinante, o que tem acontecido com todos os meus jogadores. É uma dor de cabeça, mas melhor estar em dúvida em quem colocar por ter bons para a posição, do que não ter e viver maus momentos", analisou. Ele deu o exemplo do volante Ramiro, que contribuiu novamente para o resultado gremista. "Jogou muito bem diante do Criciúma e voltou a entrar bem aqui. Estamos assim, o que começa sabe que não pode dar mole, pois o outro está treinando, voando, se dedicando também. Estou vendo o grupo todo querendo pegar oportunidade", comentou o técnico.
Renato fez uma espécie alerta contra erros como os que levaram à expulsão de Matheus Biteco e Vargas, na última rodada. "Errar é humano, se errar da mesma forma é outra história. Funciona assim, o jogador dá mole para o companheiro entrar e jogar bem. O companheiro entra, arrebenta e como que vai ficar a cara do treinador?", ponderou.