Envolvida nas investigações da Operação Lava Jato, a OAS tem enfrentado dificuldades financeiras. A empresa já informou que vai adotar um plano de redução de despesas e pode vender ativos para reequilibrar as finanças. Apesar disso, o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr., mantém a cautela e espera pela postura da empreiteira nas próximas reuniões para saber se a situação irá beneficiar o clube na negociação para compra da Arena.
“Essa questão da OAS nós não estamos tratando, são coisas internas que pertencem a ela. As questões negociais seguem avançando com o Grêmio. Se esses fatores ajudarem nas negociações, ótimo. Como as reuniões acontecem e estão acontecendo, nós poderemos saber uma mudança da OAS no decorrer desses encontros”, disse o presidente gremista em entrevista à Rádio Guaíba.
A negociação com a OAS é conduzida por Fábio Koff. Romildo destaca que o Grêmio só irá trabalhar com uma mudança na negociação a partir de uma posição oficial da empresa. “Isso está andando, está acontecendo. O presidente Fabio Koff ainda é o nosso negociador para tentar finalizar o negócio. Creio que mais adiante ele poderá nos dar uma posição de como as coisas evoluíram. Não conheço o posicionamento que a OAS tem de forma oficial. Conheço apenas pelas noticias que saíram no final de semana. Não sei como eles vão se comportar nas reuniões conosco”, completou.
A compra da gestão da Arena chegou a ser anunciada pelo presidente Fábio Koff em outubro. No entanto, o envolvimento da empresa nas investigações da Operação Lava Jato travou as negociações. Agora, os problemas financeiros da empreiteira surgem como um fator que pode facilitar o negócio para o Grêmio.
Crise não mudou posição da OAS na negociação da Arena, diz presidente do Grêmio
Empreiteira anunciou que vai se desfazer de ativos para se reequilibrar financeiramente