O número de jogadores não deve mudar de forma considerável, nem mesmo o custo da folha salarial. É na melhora da relação custo-benefício entre os valores pagos e o elenco à disposição que o Grêmio aposta para fazer um 2010 melhor do que 2009. A ideia é até certo ponto simples: contratar menos jogadores, mas ter potencial para investir mais naqueles que o clube almeja. “O Grêmio precisa de qualidade, e qualidade tem preço diferenciado”, afirma o diretor de futebol, Luiz Onofre Meira.
O Correio do Povo teve acesso à folha salaria do Grêmio – os valores são referentes a salários, encargos e direitos de imagem, mas não estão incluídas as comissões e as luvas, e o que se constata à primeira vista são algumas relações no mínimo polêmicas. Dos dez maiores salários, dois são para reservas (Herrera e Perea) e outros dois para atletas que nem fazem mais parte do grupo; porém, ainda estão vinculados ao clube (Jadílson e Joílson).
Por outro lado, Douglas Costa, considerado uma das promessas no Olímpico e que teve seu nome especulado a negociações milionárias, está entre as remunerações mais baixas do elenco tricolor. Apenas como exemplo, Renato Cajá, de passagem ainda contestada, recebe mais do que o dobro da revelação tricolor. De acordo com a direção, os atletas da base recebem inicialmente menos porque precisam passar por etapas.
A relação entre os valores recebidos e o número de jogos feitos durante a temporada 2009 também traz dados curiosos. Entre aqueles que foram mais “baratos” para o clube, estão destaques como o goleiro Victor e o zagueiro Réver. Além deles, um trio de pratas da casa: Adílson, Léo e Douglas Costa.
O custo-benefício neste caso seria porque além de salários mais baixos no comparativo com o restante do elenco, eles atuaram na maioria das partidas ao longo do ano. Enquanto isso, entre os mais “caros” estariam mais uma vez os já dispensados Joílson e Jadílson.
Como a ideia é redirecionar os investimentos, alguns atletas devem ser dispensados para recuperar a capacidade na hora de ir às compras. Somente as especuladas saídas de Perea, Herrera, Joílson, Jadílson e Ricardo significariam uma poupança mensal na casa dos R$ 430 mil mensais para os cofres tricolores.
Custo-benefício alto
Folha salarial do Grêmio mostra que principais jogadores saíram mais 'baratos'