Afundado no Z-4 do Campeonato Brasileiro, o Grêmio vive um momento de muita pressão. A principal, nos bastidores, é sobre o departamento de futebol, capitaneado pelo vice de futebol Rafael Lima e pelo executivo de futebol Paulo Pelaipe, que pode passar por mudanças nos próximos dias.
A situação dos dois dirigentes entra em debate internamente após mais uma entrevista coletiva de Renato Portaluppi criticando a montagem do elenco para a temporada. Segundo o treinador, após a derrota para o Cruzeiro, essa função tem que ser exercida por “gente que conhece o futebol”, um recado para a direção.
“No momento em que monta o grupo, precisa saber quem está trazendo, jogos, gols, lesões, como é a carreira dele. Não pode escutar o nome do jogador e buscar. Vem alguém, lero-lero, e traz. Muitos jogadores. Ninguém tinha ouvido falar. Estão aí. É assim que se faz um grupo? Não se faz um grupo dessa forma. Está chegando a conta. Tem que ter mais noção do currículo do jogador. Tem que passar por gente que entende de futebol e analisa o jogador que estão oferecendo. Botar gente que entenda do babado. Não ir trazendo”, destacou.
Rafael Lima e Paulo Pelaipe estão no clube desde o início da gestão do presidente Odorico Roman. Enquanto, inicialmente, Lima era diretor de futebol, Pelaipe sempre teve a função de executivo. A saída de Antônio Dutra Júnior, que era o vice de futebol, em junho, deu mais protagonismo aos dois dirigentes nas contratações.
Com o aval do então técnico Luís Castro, o Tricolor trouxe seis reforços na segunda janela de transferências: Diego Caito, Wallace, Danilo Barbosa Krovinovic, Jovane Cabral e Matheus Nascimento.
Uma possível saída de Paulo Pelaipe, por exemplo, poderia acarretar em outra mudança no departamento de futebol: Rodrigo Pelaipe. Contratado há cerca de um mês, o filho de Paulo Pelaipe é o analista de mercado do clube.
Além disso, encerraria com a possibilidade de trazer outros dois profissionais da confiança do executivo, que foram sondados nas últimas semanas: Eduester Lopes, gerente de Prevenção e Reabilitação de Lesões do Bahia, e Marcos Menezes, gerente do Centro de Inteligência e Análise Desportiva (CIAD) do Coritiba.
Na pior crise da temporada, o Tricolor tenta encontrar soluções para evitar o quarto rebaixamento na sua história.