"Apesar do gol no começo, demos muitos espaços para o adversário, a bola não ficou na frente e levamos pressão até eles chegarem ao gol", analisou o técnico gremista. "O adversário foi muito melhor que o Grêmio até ali", frisou Renato.
O técnico salientou as dificuldades da Libertadores, mas enfatizou que isso não serve de justificativa para não trazer pontos dos jogos fora de casa. "Nós conseguimos fazer um gol fora de casa, no início do jogo, mas nos abrimos muito. Deveríamos ter fechado a casinha e tocado mais a bola", criticou Renato.
"Aceitamos muito o sufoco. Eu falo para eles (jogadores), se está difícil, fechem-se e se juntem, aí darão mais trabalho para o adversário", comentou o treinador sobre as falhas de posicionamento quando o Grêmio tinha vantagem no placar. Mas o segundo tempo foi muito diferente, o Grêmio começou a criar e mandar na partida, tivemos um pênalti legítimo que mudaria a história do jogo e tomamos o segundo gol em bola parada. Não gosto de criticar a arbitragem, mas atrapalhou hoje."
Renato justificou também a troca de Carlos Alberto, ainda no primeiro tempo. "O Carlos Alberto tem muita vontade de ganhar, de querer brigar por isso", avaliou o técnico. "Ele tomou cartão amarelo e, logo em seguida, fez uma falta e depois outra falta. Naquela hora, tive que tirá-lo, pois senti que podia ser expulso a qualquer momento e iria ficar tudo mais difícil", explicou o treinador, acrescentando que o Grêmio não pode dar espaço para o 'desespero' ".
"Vamos ter calma, acredito que a equipe jogou muito bem no segundo tempo. Vamos procurar ver onde acertamos e corrigir nossos erros", contemporizou Renato. "Nem sempre a gente vai ganhar, mas hoje foi mais por deixarmos de fazer algumas coisas nos 90 minutos do que por méritos dos adversários."