O camisa 1 foi decisivo para o triunfo dessa quarta. Pegou o primeiro pênalti desde que chegou ao Grêmio, justamente quando a Raposa era melhor. Barcos completou. Ele provocou a expulsão do volante Souza após a penalidade e, no segundo tempo, ampliou a vantagem para 2 a 0, dando tranquilidade para o time. Após o bom desempenho, os dois receberam elogios da comissão técnica e departamento de futebol do clube.
O assessor de futebol Marcos Chitolina destacou o poder de reação do grupo e, principalmente, do goleiro. "O Dida era criticado por não pegar penalidades, mas fez isso no momento decisivo. No segundo tempo, ajustamos a equipe e vencemos na base da imposição", disse.
Já o técnico Renato Portaluppi se lembrou do tempo de goleador para analisar a fase ruim vivida por Barcos. “Eu sei o que o jogador pensa e o que o jogador gosta. Nos momentos difíceis conversei com ele. O jogador tem a má fase, mas isso não significa que ele tenha que sair do time ou deixar ele de lado. É preciso conversar, passar confiança do treinador e foi o que aconteceu”, contou.
Barcos e Kléber devem combinar posicionamento
Com o gol, Barcos está em segundo lugar na artilharia gremista, com oito gols – um atrás do meia Zé Roberto. Quando chegou ao Tricolor, o Pirata disse que a meta era chegar a 28. Para Renato, o camisa 9 pode sair da área, mas tem que ser combinado com Kléber: “O Barcos sai da área porque ele quer a bola e quer jogar. Quando ele joga com o Kleber, um tem que sair da área, para confundir a marcação. Falei para eles que um pode sair, mas o outro tem que ficar”.
Seguindo o discurso do técnico Renato, Chitolina não quis colocar o Grêmio como um postulante ao título do Brasileirão. O dirigente preferiu exaltar o resultado positivo sobre o líder do campeonato. "Não fizemos um grande primeiro tempo, mas mudamos no segundo. É preciso levar em conta que enfrentávamos uma boa equipe. O Cruzeiro valorizou a nossa vitória", analisou.