Estar no Mundial de Clubes é algo que o Grêmio perseguia desde 1995, quando ganhou a Libertadores da América daquele ano vencendo os colombianos do Atlético Nacional, mas acabou sendo derrotado pelo Ajax, da Holanda, na decisão da competição, que ainda era disputada somente entre o campeão europeu e o sul-americano. Desde então, passaram-se 22 anos até que o clube conquistasse o direito de brigar novamente pelo bicampeonato — o primeiro título veio em 1983.
Mas para chegar até aqui foi preciso atravessar um longo caminho, que combinou uma gestão competente com resultados dentro de campo, política de austeridade financeira e continuidade de trabalho. Boa parte do time titular joga junto há pelo menos um ano e meio. Aqueles que sobem da base — casos recentes de Arthur, Jailson e Everton — já chegam com conhecimento da filosofia de jogo adotada pela comissão técnica. No final do ano passado, os frutos começaram a ser colhidos pelo presidente Romildo Bolzan Jr e seus pares.
“Estamos há mais de um ano com o mesmo treinador e com o grupo praticamente sem mudanças. O Renato sempre nos preparou para ganhar títulos. Isso vem sendo trabalhado há muito tempo, todo mundo está focado”, destaca o zagueiro Pedro Geromel. O atual capitão, que levantou a taça do tricampeonato da Libertadores da América, é o maior exemplo do investimento baixo com retorno satisfatório.
Chegou em 2013 desacreditado, era pouco conhecido no futebol brasileiro e virou até motivo de piadas pelo nome inusitado. Teve um início pouco promissor, mas buscou espaço, firmou-se e hoje é titular intocável e requisitado na Seleção Brasileira. Com uma situação financeira mais favorável após dois anos de “sacrifício”, o clube foi fazendo investimentos mais ousados. A contratação do centroavante Lucas Barrios, este ano, provavelmente tenha sido o principal deles. “Estamos ansiosos por essa estreia no Mundial. Se quisermos passar para a final, precisamos fazer o nosso melhor. Não faz sentido pensar na frente se não vencer a semifinal”, completou Geromel.
Direção do Grêmio colhe bons frutos da gestão
Clube passou por dois anos de sacrifício antes de fazer investimentos ousados