A definição sobre o futuro do atacante Maxi López tem um capítulo importante nesta segunda-feira à tarde, no estádio Olímpico. O jogador argentino deve reunir-se com integrantes do departamento de futebol para iniciar as conversas sobre a sua permanência ou não no clube em 2010. Para surpresa da direção, os dois representantes do atleta, Rogério Braun e Fernando Otto, não vão participar do encontro. ''O jogador foi avisado formalmente para trazer os representantes'', assegura o diretor de futebol, Luiz Onofre Meira. O argentino Dario Bombini, empresário de Maxi, pode vir a Porto Alegre durante a semana.
Entre as opções estudadas pelo Tricolor, está propor aos russos do FC Moscou a prorrogação de contrato do centroavante. ''Temos várias situações que poderão ser tratadas. Esse (empréstimo) é um desejo que se tem'', admite Meira. A proposta, no entanto, tem poucas chances de ser aceita no Leste Europeu. Primeiro, porque Maxi veio para Porto Alegre com um contrato bastante específico, que condicionava a permanência do atleta ao pagamento de 1,5 milhões de euros (R$ 3,8 milhões), valor referente à compra dos direitos do atleta. Segundo, porque o argentino tem apenas mais um ano de contrato com os russos e valorizou-se durante a temporada 2009. Logo, não seria interessante para o FC Moscou perder a chance de lucrar com o atacante.
''Barganhar pode não ser a melhor estratégia para o Grêmio. Qualquer coisa abaixo do que estava previsto pode gerar um problema'', afirma Rogério Braun. O Grêmio espera anunciar, ainda neste ano, pelo menos quatro reforços para a temporada 2010. Meira assegura que as negociações estão bem encaminhadas. Uma delas seria a do meia Hugo, do São Paulo, com quem inclusive já haveria um pré-contrato. Outros dois especulados são os atacantes Borges, do São Paulo, e Leandro, que está no futebol japonês. Um lateral-direito seria outra carência admitida pelos dirigentes.
Direção do Grêmio e Maxi López iniciam negociações
Empresários do atacante não vão participar do encontro no Estádio Olímpico