Publicamente, o Grêmio evita falar deste temor. O déficit de R$ 28 milhões em apenas três meses foi o primeiro alerta. A previsão interna é que o déficit em 2013 possa ser histórico, alcançando os R$ 80 milhões no final da temporada. Trata-se de um ano atípico, em que três fatores contribuem para a situação: o investimento no time, a transição para a Arena e a construção do Centro de Treinamentos.
"É uma situação que nos preocupa, porque perdemos receitas extraordinárias importantes, como o estacionamento, a renda dos jogos", relata o integrante do Conselho de Administração, Romildo Bolzan Júnior. O dirigente, porém, evita projetar a possibilidade de que atrasos nos salários possam ocorrer daqui a alguns meses. "Não vou falar disso. Mas é um desafio dessa direção encontrar novas receitas", diz.
Nessa quinta-feira, Eduardo Antonini negou a informação de que tivesse pedido a Fábio Koff para deixar a administração. "Fui falar com o presidente, que não concordava com alguns pontos da forma como estava sendo conduzido o assunto da Arena. Temos que trabalhar juntos para alavancar a Arena. E ele concordou comigo", relata.