Grêmio

Diretor do Grêmio será julgado por declarações contra o STJD

Nestor Hein foi denunciado por ofendido, incitar publicamente o ódio e conduta contrária à disciplina e a ética

Nestor Hein foi enquadrado em três artigos do CBJD
Nestor Hein foi enquadrado em três artigos do CBJD Foto : Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação / CP Memória
A Procuradoria da Justiça Desportiva denunciou o diretor jurídico do Grêmio, Nestor Hein, pelas declarações ofensivas ao STJD. Em entrevista ao site da ESPN, Nestor criticou a atuação do STJD e do Procurador-Geral, Paulo Schmitt. O ato rendeu denúncia ao dirigente por incitar publicamente o ódio, ofensa e conduta contrária à disciplina e ética. O processo ainda não tem data para julgamento.

A entrevista de Nestor foi publicada no último dia 3 de março, no site da ESPN Brasil. Nomeado novo Diretor Jurídico do Grêmio, Nestor Hein será responsável por acompanhar os processos do clube no STJD. “Vou ter de comparecer com um prendedor nasal em virtude de seu mau cheiro. Não temos força contra o teatro que são aqueles julgamentos. É o órgão mais abjeto e nojento do mundo”, afirmou Hein.

Logo após, o dirigente comentou a decisão do Pleno do STJD que absolveu o auditor Ricardo Graiche, acusado de publicar injúrias raciais em uma rede social e responsável por punir o Grêmio no episódio de racismo contra Aranha, e criticou o Procurador-Geral, Paulo Schmitt.

“O Grêmio foi julgado, apedrejado pelas pessoas e viu sua torcida ser estereotipada até mesmo em horário nobre. Agora, fazem isso em uma ação de compadres - ou ‘compadrio‘, como falam aqui em Porto Alegre. É horrível trabalhar com essa gente, com esse Paulo Schmidt, corajoso apenas com os clubes de menor força política, mas, salvo exceções, temos que viver com essas figuras lamentáveis”, disse o diretor do Grêmio.

“Devemos imaginar o seguinte: na tranquilidade de seu lar, o sujeito mexe com uma criança negra e um homem negro sem estar sendo assediado por ninguém. Teríamos de fazer toda uma reflexão. Mas esse é um tribunal hipócrita”, finalizou Nestor Hein.

Mediante as declarações, a Procuradoria da Justiça Desportiva denunciou o diretor gremista e justificou o ato. “Não há dúvida que nosso sistema legal, com base em princípio constitucional, assegura a todos a livre manifestação de pensamento. Todavia, tal princípio, de nobreza ímpar, não pode se prestar à utilização irresponsável, com claro intuito de macular. No caso concreto, evidente que o denunciado, insatisfeito com o resultado de julgamentos desta Corte, irrogou expressões com cunho demeritório ao STJD e seus membros, atitude que, sem dúvida, nada mais é do que afronta e reclamação infundada contra instituições e autoridades desportivas do país, com intuito intimidativo, ofensivo e desrespeitoso, se valendo da imprensa, sabedor da repercussão negativa à imagem da instituição e dos seus membros que seu ato iria alcançar. Tudo sem direito de resposta e sem fundamentação! É o exercício da liberdade de expressão inconsequente! O direito fundamental às avessas!”

Nestor foi enquadrado nos seguintes artigos: 243-F (Ofender alguém em sua honra). Pena: multa de R$ 100 a R$ 100 mil e suspensão de 15 a 90 dias; 258 (Assumir conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva). Pena: Suspensão de 15 a 180 dias; 243-D (Incitar publicamente o ódio), Parágrafo único: Quando a manifestação for feita por meio da imprensa o infrator poderá receber suspensão pelo prazo de 360 a 720 dias e multa entre R$ 50 mil e R$ 100 mil.

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