Quatro meses após trocar Porto Alegre por Donetsk, Douglas Costa deixou para trás a enorme timidez. Adaptado à fria Ucrânia, o meia do Shakhtar curte as férias antes de viajar para a gélida Suíça, local da pré-temporada do clube, onde os chinelos de dedos em que usou durante o bate-papo com o Correio do Povo na quinta-feira certamente está descartado. Desenvolto, o meia faz a sua autocrítica da sua curta trajetória no Olímpico, estádio em que o jovem de 19 anos sonha um dia voltar.
"Surgi como a solução de tudo. Acho que me faltou um pouco de maturidade. Para mim, tudo era novidade no profissional. Quando eu me adaptei, fui embora", diz o jogador que teve seu melhor momento no final de 2009. "O Paulo Autuori me deu total liberdade. Ele tirou a pressão das minhas costas. Eu gosto também do Celso Roth, foi ele que me projetou", diz Douglas, que garante não guardar mágoas de Roth, que um dia o xingou em um treino.
Mágoa ele tem somente de Dunga. E por um motivo especial. "Fiquei magoado por o Ronaldinho Gaúcho não ter sido convocado, mas mesmo assim vou torcer para o Brasil", encerra o jogador.
Douglas Costa sonha em voltar ao Grêmio
Meia, hoje na Ucrânia, diz que faltou maturidade quando estava no time gaúcho